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Governo dos EUA processa Facebook por 'discriminação'

No documento, a divisão de direitos civis do Departamento diz que o Facebook 'se recusou a recrutar, considerar ou contratar trabalhadores americanos qualificados e disponíveis' para mais de 2,6 mil cargos

Publicado em 04 de Dezembro de 2020 às 12:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 dez 2020 às 12:08
Facebook
Facebook foi processado por discriminação no recrutamento de trabalhadores Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasi
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu na quinta-feira (3), um processo contra o Facebook por discriminação no recrutamento de trabalhadores - a ação afirma que a empresa privilegiou a contratação de funcionários imigrantes em relação aos americanos.
No documento, a divisão de direitos civis do Departamento diz que o Facebook "se recusou a recrutar, considerar ou contratar trabalhadores americanos qualificados e disponíveis" para mais de 2,6 mil cargos, com um salário médio de US$ 156 mil por ano. Em vez disso, esses empregos foram para portadores de visto de imigrante, de acordo com o processo.
Segundo o Departamento de Justiça, a ação acontece após uma investigação de dois anos que analisou se o Facebook favorecia intencionalmente o chamado visto H1-B, de trabalhadores qualificados, e outros funcionários imigrantes temporários em relação aos trabalhadores dos EUA.
"Nossa mensagem para os trabalhadores é clara: se as empresas negarem oportunidades de emprego preferindo ilegalmente os titulares de vistos temporários, o Departamento de Justiça as responsabilizará", disse Eric S. Dreiband, procurador-geral assistente da divisão de direitos civis do órgão. "Nossa mensagem para todos os empregadores também é clara: você não pode ilegalmente preferir recrutar, considerar ou contratar titulares de vistos temporários em vez de trabalhadores dos EUA."

Em resposta, Andy Stone, porta-voz do Facebook, disse: "O Facebook tem cooperado com o Departamento de Justiça em sua análise da questão. Contestamos as alegações do processo, mas não podemos comentar mais sobre litígios pendentes".

A reclamação acontece em meio a uma pressão crescente do governo americano e de legisladores de ambos os partidos contra gigantes da tecnologia, com Google, Facebook, Amazon e Apple, por violações antitruste. 

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