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Coronavírus

A fábrica de carros que se tornou a maior produtora de máscaras do mundo

A chinesa BYD, uma das maiores fabricantes de veículos elétricos, criou maquinários capazes de produzir 5 milhões de máscaras por dia para atender à crescente procura

Publicado em 20 de Março de 2020 às 08:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mar 2020 às 08:45
Fábrica de máscaras da empresa BYD, na China, para atender ao crescimento da procura por conta do coronavírus Crédito: Divulgação / BYD
Uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo, sediada na China, tomou uma atitude emergencial e decidiu abrir uma linha de produção de máscaras de proteção em tempo recorde. A atitude foi tomada para atender à crescente demanda pelo item - que enfrentou escassez em janeiro passado na China e agora é buscada em todo o mundo por conta da pandemia de Covid-19. 
Conforme a própria empresa BYD relata em comunicado, a fábrica na cidade de Shenzhen opera com capacidade total e tem capacidade para fabricar nada menos que 5 milhões de unidades por dia, além de 300 mil garrafas de desinfetantes. Centenas de funcionários trabalham no turno diurno e noturno, além de máquinas 24 horas. Com essa ação, a empresa quer ajudar a aliviar a baixa disponibilidade desses produtos devido à expansão do coronavírus. A empresa também produzia equipamentos eletrônicos e componentes para smartphones. 
A proposta surgiu em janeiro. Em duas semanas o projeto já estava pronto - trabalho que costuma levar meses em qualquer empresa do mundo. A fabricação das máquinas produtoras de máscaras levou sete dias, feita pela própria BYD. A empresa também realizou a pesquisa e desenvolvimento de desinfetantes para mãos de grau médico em seis dias. 
A produção de máscaras desse tipo requer ambientes e equipamentos completamente limpos e estéreis. A empresa afirma que as instalações para montagem de smartphones já atendiam a esses requisitos, o que agilizou o processo. Agora, a fábrica chinesa investe na fabricação de mais máquinas para atender ao mercado mundial durante a pandemia de Covid-19. 
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