ASSINE

EUA: plano democrata tem foco em clima e prevê alta de imposto a empresas

O plano de combate à pobreza, educação e clima, segundo os democratas, terá um valor de U$ 3,5 trilhões; valor é menor que o buscado por progressistas, mas superior ao apoiado por centristas

Publicado em 14/07/2021 às 21h54
Vista externa do Capitólio dos Estados Unidos, prédio que serve como centro legislativo do governo dos Estados Unidos
Plano de combate à pobreza, educação e clima do partido democrata dos EUA tem valor de U$ 3,5 trilhões. Crédito: Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

Os democratas do Senado dos Estados Unidos revelaram um valor de US$ 3,5 trilhões para seu plano de combate à pobreza, educação e clima. Eles buscarão um acordo sobre os gastos de primeira linha em uma resolução orçamentária nas próximas semanas, e obter a aprovação do Congresso. O valor é um meio-termo entre o pacote de US$ 6 trilhões que alguns progressistas buscavam, e a cifra de cerca de US$ 2 trilhões apoiada por alguns centristas.

A legislação que os democratas estão preparando deve incluir licença familiar e médica remunerada, creche subsidiada, extensão de um crédito tributário infantil ampliado, pré-escola universal para crianças de três e quatro anos, moradia acessível, entre outras questões. Também estenderia os subsídios expandidos da Lei de Cuidados Acessíveis aprovados no início deste ano no pacote de ajuda em virtude da Covid-19. O plano ampliaria os benefícios do Medicare para cobrir odontologia, visão e audição. Também teria como objetivo reduzir o custo dos medicamentos prescritos, permitindo que o programa negociasse os preços, entre outras etapas.

No campo das mudanças climáticas, estão propostas uma série de ideias, incluindo créditos fiscais para investimentos em energia limpa e um padrão de eletricidade com o objetivo de reduzir as emissões de carbono no setor elétrico em 80% e na economia em 50% até 2030.

Para pagar pelos programas, o presidente Joe Biden propôs aumentar a alíquota do imposto corporativo de 21% para 28%, estreitar a rede sobre os lucros das empresas americanas no exterior, e elevar a alíquota sobre ganhos de capital de 23,8% para 43,4%. No entanto, alguns democratas hesitaram diante da escala dos aumentos de impostos propostos. Não está nada claro se os democratas serão capazes de se unir por trás dos gastos de US$ 3,5 trilhões.

A partir de agora, os democratas precisarão aprovar resoluções orçamentárias idênticas na Câmara dos Representantes e no Senado. Depois, provavelmente neste outono do Hemisfério Norte, os democratas planejam usar seu controle restrito do Senado empatado para avançar a legislação por meio de uma manobra orçamentária chamada reconciliação, uma exceção ao limite de 60 votos exigido para a maioria dos projetos. Para tal, os líderes democratas precisam manter todos os senadores na linha partidária, já que nenhum apoio do Partido Republicano é esperado.

Fonte: Dow Jones Newswires.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.