Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • Coronavírus encontra na América Latina ambiente propício para se propagar
Covid-19

Coronavírus encontra na América Latina ambiente propício para se propagar

Imagens de Guayaquil, no Equador, mostram cadáveres sem ser enterrados por conta da saturação do sistema municipal. Na Venezuela, os hospitais sequer tinham os insumos básicos para as emergências

Publicado em 08 de Abril de 2020 às 16:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 abr 2020 às 16:50
Combate ao coronavírus deve combinar ações do poder público e privado
Combate ao coronavírus deve combinar ações do poder público e privado Crédito: Denisismagilov - stock.adobe.com
A pandemia do coronavírus chegou à América Latina e ganhou contornos distintos em relação à Ásia, Europa e EUA: no continente, a doença tem ambiente em geral propício para disseminar-se.
Imagens de Guayaquil, no Equador, mostram cadáveres sem ser enterrados por conta da saturação do sistema municipal. A questão é que a cidade não é muito diferente de muitas metrópoles latinas: capital econômica do país, com 2,2 milhões de habitantes, grandes bolsões de pobreza, desigual e com taxa de informalidade econômica de mais de 60%, segundo o governo, o que significa falta de proteção aos trabalhadores.
Estes elementos podem potencializar a letalidade da Covid-19 na região, que tem países com sistemas de saúde com menos estrutura do que os europeus.
Além disso, a dificuldade de implementar quarentenas passa por questões culturais -sociedades litorâneas e quentes, como as caribenhas, não estão acostumadas a estar dentro de casa- e habitacionais -em favelas de Bogotá ou Buenos Aires, é comum que famílias inteiras vivam em ambientes de um ou dois quartos, o que torna a medida de isolamento social um ideal distante.
Na Venezuela, os hospitais sequer tinham os insumos básicos para as emergências, antes da chegada do coronavírus.
Some-se a isso a atuação dos líderes políticos. As duas principais economias e populações da região, Brasil e México, têm governantes que a princípio tomaram uma postura negacionista em relação à pandemia e só agora estão aceitando algumas das medidas adotadas em todo o mundo. O tempo perdido até que se dessem conta do tamanho do problema pode ser crucial na contagem final dos mortos.
Já no Chile, na Argentina e no Peru os governantes foram mais ágeis. Nestes países, se implementaram medidas de quarentena logo depois da aparição dos primeiros casos, o que, ao final, tem aumentado a popularidade de seus líderes.
A maior prova disso é o renascimento de Sebastián Piñera (Chile) -que vinha desacreditado publicamente por conta dos protestos no país-, mas devido à baixa letalidade da doença por lá (0,5%), viu sua popularidade passar de 8% para 15%, segundo o instituto Cadem.
Em sociedades em que a pobreza é alta, como na Bolívia, já há manifestações por conta da fome. Na Argentina, vem ocorrendo saques a mercados nas periferias ao redor de Buenos Aires.
Ainda se espera o pico da pandemia na América Latina. Especialistas falam em fim de abril, começo de maio. Depois do epicentro da epidemia mudar de Wuhan para a Italia, e daí para os EUA, espera-se que ele não encontre nos países latinos o lugar mais propício para se propagar.
Os governos tiveram tempo para se preparar, mas nem todos o usaram bem. O resultado está por ser visto nas próximas semanas.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Voo Experimental de Vitória para Buenos Aires
Além de decolar, turismo capixaba precisa se consolidar
Imagem de destaque
A importância do segundo turno
Gorete Thorey e Lorena Bruno
Gorete Thorey recebe a artista têxtil Lorena Bruno em vernissage em Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.