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Coronavírus

8% dos usuários pretendem evitar transporte público na América Latina, diz pesquisa

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apenas 3% disseram pensar em deixar o transporte público

Publicado em 22 de Junho de 2020 às 11:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 jun 2020 às 11:46
Usuários de transporte coletivo em um ponto de ônibus em Vila Velha
Usuários de transporte coletivo em um ponto de ônibus em Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
Cerca de 8% dos passageiros não pretendem voltar ao transporte público mesmo depois que as medidas de isolamento social motivadas pelo novo coronavírus forem afrouxadas, mostra uma pesquisa feita em nove cidades da América Latina, com 33 mil usuários. E 68% disseram que pretendem seguir viajando nele, enquanto 23% declararam estar indecisos.
O estudo ouviu passageiros do transporte em Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Guadalajara (México), Guaiaquil (Equador), Montevidéu, Rio de Janeiro, Santiago e São Paulo no fim de abril, e foi feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em parceria com o aplicativo Moovit.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apenas 3% disseram pensar em deixar o transporte público. Já em Guaiaquil, no Equador, cidade duramente afetada pela Covid, 19% responderam que não querem voltar.
"As cidades brasileiras que participaram da pesquisa apresentaram os maiores números de pessoas que continuam utilizando o transporte público durante a pandemia, principalmente para trabalhar", comenta Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.
"Isso ocorre porque no Brasil a maior parte dos usuários de transporte público são das classes mais vulneráveis economicamente, correspondendo a 53,8% na classe C e 60,8% nas classes D e E. Essa população, principalmente na crise, precisa continuar trabalhando e normalmente seus trabalhos não podem ser executados em home office", prossegue.
No estudo, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam maior percentual de viagens por motivo de trabalho, com 80% e 79%. Buenos Aires e Montevidéu ocupam a terceira e quarta posição, com 77,45% e 77,04%, valores próximos à média de 77%.
"As duas cidades brasileiras também figuram entre a maior parte dos entrevistados que afirmou ter usado o transporte recentemente, o que pode ser associado ao isolamento mais flexível adotado por essas cidades", avalia Doyle.
O levantamento mostrou também que 86% dos entrevistados relataram piora no serviço nesse período, como atrasos e cortes de trajetos.
O setor de transporte público enfrenta uma crise. Quase todas as cidades que adotaram medidas de isolamento viram o número de passageiros cair mais de 70% a partir de março. Sem o dinheiro das tarifas, faltam recursos para manter o sistema operando.
Secretários de transporte avaliam que levará muitos meses para que a situação volte ao normal. Assim, gestores e especialistas debatem a criação de taxas sobre motoristas e empresas, que seriam revertidas para financiar as redes públicas.

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