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Missão capixaba em terras portuguesas não pode se tornar apenas turismo

Para fazer valer o esforço, o tempo e os recursos aplicados nessa visita, será necessário dar continuidade ao propósito estabelecido, caso contrário, o investimento feito será perdido

Publicado em 26 de Novembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

26 nov 2019 às 04:00
Fernando Manhães

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Fernando Manhães

Renato Casagrande, governador do Espírito Santo Crédito: Hélio Filho/Secom
No início do mês, uma comitiva capixaba liderada pelo governador Renato Casagrande esteve em missão em terras portuguesas. Da comitiva fizeram parte os secretários de Estado, Tyago Hoffmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Cristina Engel. Também participaram o diretor presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Denio Rebello, o deputado federal Ted Conti, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Leo de Castro, o diretor-geral da EDP Brasil, João Brito, entre outros.
A missão internacional terminou com com a assinatura de acordos de cooperação com universidades, centros de pesquisa, Câmara Municipal de Braga e órgãos do governo português.
Na Universidade do Minho, uma das instituições de ensino superior portuguesas de maior posição nos rankings internacionais, o governo do Estado assinou um acordo de cooperação com a UMinho e a TecMinho, objetivando o incentivo a mobilidade estudantil, por meio do fomento ao empreendedorismo e a criação de startups.
Importante ressaltar que, na prática, o Estado bem que poderia investir mais na nossa TecVitória, primeira incubadora de startups do Espírito Santo, fazendo com que acordos como esse possam ampliar os horizontes dos jovens empreendedores capixabas. Como bem disse o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro: “O desafio maior sempre é o da tradução concreta do que estamos assinando”.
Também foi firmado entre a Câmara Municipal de Braga e o Espírito Santo um intercâmbio entre a cidade e o Estado para o desenvolvimento científico, inovação tecnológica, cultura e turismo. Neste aspecto, Braga tem muito a contribuir, pois já foi a capital europeia da juventude em 2012, cidade europeia do desporto em 2018 e, recentemente, em 2019, foi eleita como segundo melhor destino europeu.
No intuito de colocar o Espírito Santo na rota dos grandes destinos turísticos do Brasil, o governador esteve reunido com o diretor de gestão do Conhecimento do Turismo de Portugal, Sérgio Guerreiro. Também foi recebido pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhantes Dias, em Lisboa. Aqui, o Estado tem muito a ganhar se conseguir estabelecer uma rota semanal com Lisboa, através do agora Aeroporto Internacional de Vitória.
A comitiva também visitou a Web Summit 2019, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo, com mais de 70 mil visitantes, assim como participou de um encontro com o presidente da Agência de Internacionalização e Comércio Exterior de Portugal, Luis Castro Henriques, se reuniu com a diretoria do Millennium Investment Banking e com o presidente EDP – Energias de Portugal, António Mexia.
Fazendo um balanço final da visita, muitas lições poderão ser tiradas pela comitiva capixaba, principalmente para o governo do Estado. Portugal tem como sua principal fonte de receita o turismo e, nem por isso, consegue reverter os problemas gerados por essa demanda, bem como os problemas históricos do país. A riqueza ainda não é bem distribuída e Portugal tem um dos piores salários mínimos da Europa, 600 euros.
O Espírito Santo ainda é um Estado brasileiro desconhecido aqui em Portugal. Ainda há necessidade de muita explicação para o português localizar o Estado no mapa brasileiro. E pra fazer valer o esforço, o tempo e os recursos aplicados nessa visita, será necessário dar continuidade ao propósito estabelecido, caso contrário, o investimento feito será perdido. E o que era uma missão internacional poderá se tornar apenas turismo.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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