Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Em outubro

Esquiva Falcão lutará única luta profissional do Fight Music Show

O capixaba, que foi medalhista de Prata em Londres 2012, volta ao ringue no próximo dia 12 de outubro para o combate contra Morramad Araújo, na 5ª edição do evento que reúne lutadores e influenciadores

Publicado em 25 de Setembro de 2024 às 18:48

Vinícius Lima

Publicado em 

25 set 2024 às 18:48
Anúncio de Esquiva Falcão no Fight Music Show 5
Anúncio de Esquiva Falcão no Fight Music Show 5 Crédito: Fabriciomidias/Divulgação
Esquiva Falcão, primeiro pugilista brasileiro a disputar uma final olímpica da história, marcará presença no próximo Fight Musical Show. O evento, que é conhecido como o maior de luta e entretenimento da América Latina, vai acontecer no dia 12 de outubro, em São Paulo, e contará com outras celebridades, como o veterano Acelino Popó Freitas, MC Livinho e Nego do Borel. O medalhista de prata em Londres 2012 irá enfrentar Morramad Araújo, na única luta profissional do card.
Esta será a segunda vez que Esquiva participa do FMS. Na sua primeira edição, em janeiro de 2022, o atleta lutou contra o ex-BBB Yuri Fernandes, e venceu por nocaute no quinto assalto. "Era o início de uma nova era, quando tudo começou. O Brasil recebeu de um jeito negativo, que era ruim pro boxe. Mas não é um evento que ajuda o boxeador profissional, e sim a ajuda o boxe, a modalidade em geral", explicou Falcão sobre as narrativas contra este tipo de evento que surgiram na época. "Academias que davam 10 pessoas, hoje dão 50, 100 alunos. O Fight Music Show veio para levantar o boxe no Brasil, tá fazendo mais pessoas a praticarem o esporte", concluiu. 

Expectativas para a luta

O medalhista vai fazer a única luta de boxe profissional da noite, enfrentando o Morramad Araújo, bicampeão brasileiro de pugilismo. Esquiva conta que, quando recebeu o convite para participar do evento, apenas aceitou sob a condição de lutar contra outro boxeador profissional, e não contra apenas um influencer. "Eu falei: 'quer me colocar pra lutar? Então coloca profissionalmente, porque eu não quero lutar contra influenciadores. Assim eu também consigo ver meu rendimento em cima do ringue", explicou o atleta.
"Não estou indo para fazer showzinho, dançar ou fazer brincadeira. Não. Eu estou indo para poder vencer, e ganhar por nocaute.", afirma o lutador. "Eu quero mostrar que eu ainda tenho capacidade de ser campeão do mundo. Eu quero levar o bolo e comer a cereja", completou. 
Esquiva tem 32 lutas em seu cartel, com 30 vitórias, sendo 21 por nocaute, e enxerga o Fight Music Show como a sua volta oficial à modalidade profissional. As duas derrotas vieram nas duas últimas lutas - uma para o alemão Vincenzo Gualtieri em 2023, e outra para o brasileiro Hebert Conceição em junho deste ano.

Situação do boxe no Brasil

Esquiva Falcão, que migrou do boxe olímpico para o profissional depois dos Jogos de Londres, também contou à equipe de A Gazeta sobre a atual situação dos lutadores brasileiros, e como o pugilismo é tratado no país. "No Brasil, o boxe profissional é bem difícil. Fui numa luta agora de um amigo meu, ele foi bicampeão brasileiro e a bolsa dele de luta é mil reais. É muito desvalorizado", desabafou o atleta. "Só dão valor ao boxeador brasileiro quando é campeão mundial, e às vezes nem assim. Então eu acho que a internet chega para ajudar, acho que o atleta precisa aproveitar essa onda de redes sociais e influenciadores para poder crescer junto, senão acaba ficando para trás", completou ele.
O medalhista, que têm feito preparação para a luta com o humorista Whindersson Nunes, explicou que a popularização do esporte e o investimento do atleta na própria imagem para os meios digitais é uma nova forma dos pugilistas se tornarem bem-sucedidos no esporte. "Se o Esquiva Falcão não está lutando em um evento de influenciadores no Brasil, se não está treinando com o Whindersson Nunes, ele acaba sendo esquecido", afirmou Esquiva. Ele ainda completa dizendo que o que falta no país são os boxeadores profissionais falarem mais e utilizarem mais a internet para se comunicarem com os fãs e patrocinadores.

Trajetória no esporte

Esquiva Falcão iniciou sua trajetória no boxe por influência de seu pai, o famoso lutador de vale-tudo Touro Moreno. Ele foi o responsável por treinar Esquiva e seu irmão mais velho Yamaguchi Falcão, que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Londres 2012. 
Depois dos Jogos, Esquiva enxergou no boxe profissional a possibilidade de crescer e ajudar mais sua família, então migrou da modalidade olímpica. "Eu fui para o profissional para ser campeão mundial e ter estabilidade financeira. Manter minha família, comprar minha casa, meu carro, botar meus filhos em uma boa escola, dar uma casa para minha mãe. E graças a Deus teu muito certo", contou Esquiva.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
'Podemos atingir alvos a 2.000 km': por dentro da base secreta da Ucrânia que lança drones que matam milhares de soldados da Rússia todos os meses
Uma criança chegou já morta e com sinais de violência sexual no PA de Alto Lage, em Cariacica
Bebê morre após se afogar em balde com água em Cariacica
Imagem de destaque
Polícia Militar do ES recebe mais de 100 viaturas automáticas e semiblindadas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados