Pelo menos 66 corpos de indigentes estão à espera de enterros dignos no Espírito Santo. Os restos mortais estão no Departamento Médico-Legal, em Vitória, e nos Serviços Médicos-Legais de Linhares, Cachoeiro e Colatina. Na Capital estão 35; em Cachoeiro, 23; e Colatina e Linhares têm quatro corpos, cada.
Em uma vistoria realizada hoje (7) junto com servidores da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PSL) encontrou, no SML de Cachoeiro, gavetas que tinham mais de um corpo. Por lá existem 18 gavetas disponíveis, mas há 23 mortos na unidade, fora as ossadas.
Bahiense observou que em Colatina a situação tem se agravado por falta de motorista, em determinados dias da semana, para recolher corpos de vítimas de mortes violentas.
“Estive hoje em Cachoeiro e o serviço tem ficado sem médicos em pelo menos dois dias da semana e há uma carência gigantesca de servidores. As prefeituras também precisam fazer o dever de casa e proporcionar vagas para enterrar os indigentes. É preciso haver parceria para que a Polícia Civil não fique ainda mais sobrecarregada”, alerta Bahiense, presidente da Comissão de Segurança.
Além da falta de servidores, o acúmulo de corpos no DML da Capital e nos SMLs do interior acontece devido aos trâmites burocráticos na Justiça e à falta de vagas nos cemitérios municipais.