Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 15:06
A Netflix ameaçou processar a ByteDance, dona do TikTok e desenvolvedora do gerador de conteúdos por inteligência artificial Seedance 2.0, por violação de direitos autorais. Em uma notificação extrajudicial, o streaming pede que a empresa chinesa reforce medidas de segurança e remova propriedades intelectuais da plataforma com dados de treinamento da tecnologia. Nos últimos dias, após a viralização de vídeos criados pelo Seedance 2.0, protestos semelhantes foram feitos por estúdios como a Disney e a Warner. >
No caso da Netflix, o streaming acusa a ByteDance de ter violado os direitos autorais das séries "Stranger Things", "Round 6" e "Brigderton", além da animação indicada ao Oscar "Guerreiras do K-Pop". No caso da última série, que teve sua quarta temporada lançada recentemente, a carta enviada plataforma alega que vídeos do Seedance 2.0 estão reproduzindo cópias não autorizadas de figurinos dos novos episódios.>
"O Seedance funciona como um motor de pirataria de alta velocidade, gerando quantidades massivas de obras derivadas não autorizadas que utilizam personagens icônicos, mundos e narrativas roteirizadas da Netflix", escreveu a diretora de litígios da Netflix, Mindy LeMoine. "A Netflix não ficará de braços cruzados enquanto a ByteDance trata nossa propriedade intelectual como material gratuito de domínio público.">
A Netflix também busca contrapor a alegação de "uso justo" isto é, uso limitado e autorizado de certos materiais protegidos por direitos autorais por parte da ByteDance. "O uso de obras protegidas por direitos autorais para criar um produto comercial concorrente, especialmente um que reproduza o original, não é protegido pelo uso justo", defende a notificação extrajudicial do serviço de streaming.>
>
Na segunda (16), a empresa chinesa já havia anunciado que, para evitar situações como as apontadas pela Netflix, pretende reforçar as medidas de segurança do Seedance 2.0. Ainda assim, no dia seguinte, cartas como a do streaming foram enviadas. O assunto ganhou força recentemente com a viralização de vídeos, produzidos pelo gerador generativo, que simulam astros como Tom Cruise e Brad Pitt e os inserem em situações típicas de filmes de ação e enredos absurdos.>
Na onda das críticas que esses conteúdos receberam, a Motion Picture Association (MPA), representante de estúdios como a Disney, a Warner Bros. e a Sony, e mesmo de streamings como a Netflix e o Prime Video, denunciou o gerador de vídeos, ameaçou abrir ações judiciais e alegou que o sistema faz uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta