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MC Poze do Rodo é preso por apologia ao crime e suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho

De acordo com as investigações, o cantor faz shows exclusivamente em áreas dominadas pela facção criminosa
Agência FolhaPress

Publicado em 29 de Maio de 2025 às 08:16

MC Poze do Rodo
OPoze do Rodo Crédito: Reprodução/Instagram/@pozevidalouca
Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Rio de Janeiro prenderam na manhã desta quinta-feira (29) o MC Poze do Rodo, investigado por apologia do crime e por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
A prisão ocorreu no do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.
De acordo com as investigações, o cantor faz shows exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com armas de grosso calibre, como fuzis, garantindo a "segurança" do artista e do evento.
A reportagem não teve acesso à defesa do cantor até a publicação deste texto. A investigação aponta também que o repertório das músicas faz apologia do tráfico de drogas, do uso ilegal de armas de fogo e incita confrontos armados entre facções rivais.
"Esses eventos são estrategicamente utilizados pela facção para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes", diz nota da polícia.
Os policiais cumpriram mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, após evidências de que os shows realizados pelo artista são financiados pelo Comando Vermelho.
Segundo a investigação, um desses shows foi realizado no dia 19 de maio, na Cidade de Deus, com a presença de traficantes armados. O cantor teria cantado várias músicas enaltecendo a facção criminosa, poucas horas antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, integrante da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), em uma operação policial na comunidade.
"A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia do crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos", diz a nota.

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