O atacante capixaba Richarlison voltou a falar sobre a disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), o jogador afirmou que o senador Flávio Bolsonaro teria se beneficiado da situação e pediu que a Polícia Federal (PF) investigue o caso. Segundo o atleta, ele investiu cerca de R$ 10 milhões no imóvel, mas não recebeu o dinheiro de volta.
“Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, afirmou Richarlison na gravação.
O jogador relatou que adquiriu o imóvel entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco, seu ex-empresário.
De acordo com Richarlison, ele recebeu propostas de interessados em comprar a propriedade, entre eles Flávio Bolsonaro, mas decidiu não vender. O atacante afirma que, posteriormente, perdeu a posse do imóvel durante uma disputa judicial.
“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, declarou.
Segundo o jogador, a regularização da documentação poderia levar meses ou até anos. Ele afirma que, nesse intervalo, Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz conseguiram a posse do imóvel em cerca de 24 horas.
As declarações são a versão apresentada pelo atleta. Flávio Bolsonaro não é parte do processo judicial que discutiu a posse da propriedade, e a acusação de que teria se beneficiado irregularmente da situação não deve ser tratada como fato comprovado.
Natural de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, Richarlison também mencionou o Estado no vídeo. O atacante pediu que a população cobre explicações de Flávio Bolsonaro, que esteve em um ato em Vitória neste sábado (17), e afirmou que pretende destinar parte do dinheiro, caso consiga recuperar o valor investido, ao hospital de sua cidade natal.
“Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia, para poder estar ajudando o hospital”, disse.
O jogador afirmou que não pretende necessariamente recuperar a propriedade, mas receber de volta o valor que diz ter investido.
“Eu nem quero a ilha de volta, não. Só quero receber o que é meu, o que eu conquistei trabalhando”, declarou, ao pedir que a Polícia Federal investigue o caso.