Após quatro anos longe dos palcos capixabas, Claudia Leitte está de volta ao Espírito Santo. A cantora se apresenta no dia 1º de novembro, domingo, no Café de La Musique, em Vila Velha, com um repertório que reúne sucessos de sua trajetória no axé.
Em entrevista ao HZ, Claudia relembrou que sua relação com o público capixaba começou ainda no início da vida adulta, quando integrava o Babado Novo. Desde então, o Espírito Santo se tornou parte importante de sua história na música e segue presente em sua trajetória.
“Eu tenho uma relação com o povo capixaba que permeia toda a minha história. São 24 anos de carreira no total, contando com o Babado Novo, e 18 anos de carreira solo. E eu sempre tenho o Espírito Santo comigo, nos trios sempre tem bandeira do Espírito Santo”, conta a cantora.
Para o show “Dekolaê”, Claudia Leitte preparou um repertório que passeia por diferentes fases de sua trajetória musical, combinando nostalgia e referências atuais. A apresentação vai revisitar desde o período anterior à sua entrada no Babado Novo até os trabalhos mais recentes da carreira solo, além de incluir clássicos de outros artistas.
“Eu preparei um repertório gigante. Então, a gente vai de lá de antes de eu ser cantora do Babado Novo. Vou cantar clássicos de outros artistas. Vou cantar a época do Babado Novo, vou cantar o que tá rolando agora. Eu vou cantar tudo”, adianta a cantora.
Além do show, Claudia Leitte destaca o álbum “Especiarias", que reúne músicas inéditas e, segundo ela, representa uma fase mais madura de sua carreira. Entre as faixas, a cantora recomenda “Se Um Dia Chorei”.
A artista descreve o trabalho como um projeto que reúne diferentes influências musicais. “É um álbum riquíssimo, cheio de especiarias, são muitos temperos, muita interferência de todos os ritmos que abraçam a música baiana”, afirma.
Claudia também relembra o projeto “Intemporal”, que a levou de volta às memórias da infância. Segundo ela, a experiência trouxe novos desafios, como incluir no repertório músicas de artistas internacionais que ouvia quando era criança, mesmo sem saber falar inglês na época.
“Ele me fez visitar a minha infância. E eu achei muito legal o que ele se tornou quando foi para a estrada. Eu comecei a ouvir pessoas contando histórias e essas histórias me levaram para músicas diferentes”, conta.
Sobre "Especiarias", a cantora afirma que o trabalho possui um lado pessoal, com canções que expressam sentimentos e sua relação com o palco.
“É muito maduro. Ele é de músicas inéditas, que falam muito do que eu sinto, de como eu vejo o palco, que às vezes é muito complicado colocar isso em palavras. E a música facilita essa coisa toda minha. Então, é meio que tô confessando alguns sentimentos ali naquele álbum”, conclui.