Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • HZ
  • Pet
  • Veja as causas e os sintomas da esporotricose felina
Pet

Veja as causas e os sintomas da esporotricose felina

O diagnóstico precoce e o tratamento com antifúngicos são fundamentais para garantir a recuperação do animal e reduzir a disseminação da doença
Portal Edicase

Publicado em 14 de Fevereiro de 2025 às 11:29

A esporotricose felina é uma doença que exige atenção (Imagem: Olezzo | Shutterstock)
A esporotricose felina é uma doença que exige atenção Crédito: Imagem: Olezzo | Shutterstock
A esporotricose felina, popularmente conhecida como “doença do jardineiro”, é uma infecção fúngica causada pelo fungo Sporothrix schenckii , que afeta principalmente os gatos, mas também pode ser transmitida para humanos e outros animais.
Ela ocorre quando o gato tem contato com solo, espinhos, farpas de madeira e matéria orgânica contaminada pelo fungo, que entra no organismo do animal por meio de feridas na pele, arranhões, mordidas ou até pequenas lesões. Além disso, o animal doente pode transmitir a doença para outros felinos, cães e até humanos por meio de arranhões, mordidas e contato direto com as feridas contaminadas.

Sintomas da esporotricose felina

Nos gatos, os sintomas mais comuns incluem feridas ulceradas que não cicatrizam, caroços na pele, secreções e inflamações, principalmente na região do rosto e das patas. “No início da manifestação clínica, as lesões podem ser confundidas com qualquer outro ferimento comum dos gatos , sendo a ferida na pele a principal queixa dos tutores no consultório veterinário. Os animais contaminados apresentam uma ferida profunda, com bastante crosta e de difícil cicatrização”, explica Mariana Raposo, médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

Manifestações da doença

A esporotricose felina pode se manifestar de três formas principais:
  • Cutânea: é a mais comum e se caracteriza pelo surgimento de feridas ulceradas na pele, geralmente na cabeça, focinho e patas, que não cicatrizam facilmente e podem apresentar secreção;
  • Linfocutânea: ocorre quando a infecção se espalha pelos vasos linfáticos, formando nódulos subcutâneos que podem aumentar de tamanho e se romper, liberando secreção;
  • Disseminada: é a mais grave e acontece quando o fungo atinge órgãos internos, como pulmões, fígado e ossos, podendo causar sintomas sistêmicos, como febre, perda de peso e comprometimento do estado geral do animal. Essa última forma é mais rara, mas extremamente perigosa, exigindo tratamento intensivo.
Por isso, ao notar feridas persistentes no gato, é essencial procurar um veterinário para um diagnóstico correto e evitar a disseminação da doença.
O diagnóstico da esporotricose felina deve ser feito por um veterinário (Imagem: Stokkete | Shutterstock)
O diagnóstico da esporotricose felina deve ser feito por um veterinário Crédito: Imagem: Stokkete | Shutterstock

Diagnóstico da esporotricose felina

O diagnóstico deve ser realizado por um médico-veterinário e envolve diferentes métodos para confirmar a presença do fungo no organismo do gato. A avaliação clínica é o primeiro passo, em que o profissional examina as feridas na pele, sua evolução e outros sintomas do animal. No entanto, como os sinais podem se confundir com outras doenças de pele, exames laboratoriais são necessários para um diagnóstico preciso.

Tratamento da esporotricose felina

O tratamento da esporotricose felina deve ser feito sob orientação veterinária. “O tratamento é feito com o uso de medicamentos antifúngicos orais específicos, seguindo o protocolo estabelecido pelo médico-veterinário responsável pelo animal. É importante que o tutor siga as orientações do profissional e realize o protocolo completo, pois o fungo pode permanecer ativo no organismo do felino mesmo que ele não apresente mais sintomas evidentes”, afirma Mariana Raposo.
O tempo de tratamento pode variar de meses a mais de um ano, dependendo da gravidade da infecção e da resposta do gato à medicação. Além disso, é fundamental manter uma boa higiene do ambiente, desinfetando objetos e locais em que o felino costuma ficar para evitar a disseminação do fungo.
Como a esporotricose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos, o tutor deve tomar cuidados ao manusear o gato, utilizando luvas ao aplicar remédios tópicos e lavando bem as mãos após o contato.

Prevenindo a doença

A prevenção da esporotricose felina envolve principalmente a redução da exposição ao fungo Sporothrix spp . “[…] É importante evitar que o gato tenha acesso a áreas externas como jardins, terrenos baldios e locais com vegetação densa, que estão mais propensos a abrigar o fungo causador da esporotricose. Ao limitar o acesso do animal a esses ambientes, evita-se o contato com o solo e as plantas contaminadas”, recomenda a médica-veterinária.
Manter o ambiente limpo e higienizado também é essencial, pois o fungo pode permanecer em locais úmidos e com restos de madeira ou plantas. Além disso, caso resgate ou adote um gato com suspeita de esporotricose, é importante isolá-lo dos outros animais, levá-lo ao veterinário para um diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Rua Graciano Neves, no Centro de Vitória
Dois homens são baleados após jogo do Brasil no Centro de Vitória
Neuer se aposenta de novo da seleção alemã após queda na Copa do Mundo
Neuer se aposenta de novo da seleção alemã após queda na Copa do Mundo
Imagem de destaque
Entenda por que tantas mulheres deixam de atualizar vacinas importantes

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados