Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 07:51
Silenciosas e muitas vezes confundidas com outras enfermidades, as doenças FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e FELV (Vírus da Leucemia Felina) estão entre as mais preocupantes no universo felino. Ambas comprometem o sistema imunológico dos gatos e exigem atenção constante por parte dos tutores. >
Segundo o Programa de Cuidados ao Paciente Crônico da Petlove, iniciativa dos planos de saúde da empresa, 27% dos gatos participantes do projeto apresentam FELV, uma condição que requer muitos cuidados. >
De acordo com Joana Portin, médica-veterinária da Petlove e especialista em felinos, a FIV, conhecida popularmente como “AIDS felina”, é transmitida principalmente por meio de mordidas e arranhões durante brigas ou pelo contato direto entre gatos. >
A FELV , o vírus da leucemia felina, é disseminada por secreções, como no compartilhamento de potes de água, alimentos, caixas de areia e até pela lambedura entre animais infectados. Em gatas prenhas, também pode ocorrer a transmissão para os filhotes. >
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“Para prevenir contra a FELV, o tutor pode vacinar o animal a partir de 8 semanas de vida, sendo aplicada uma dose de reforço após algumas semanas”, ressalta a médica-veterinária. >
A profissional da Petlove pontua que os sintomas das duas doenças podem variar bastante, mas entre os mais comuns, estão: >
Em ambas as enfermidades, o gato pode permanecer assintomático por anos, o que reforça a importância da realização de exames de triagem, especialmente em felinos adotados recentemente ou que têm acesso à rua. >
“Nem sempre o tutor percebe sinais evidentes de que algo está errado, e por isso o acompanhamento veterinário é essencial. O diagnóstico precoce permite adotar medidas que melhoram a qualidade de vida do gato e evitam a transmissão para outros felinos”, explica a médica-veterinária. >
O diagnóstico da FIV e da FeLV em gatos é simples, rápido e de grande importância para a saúde do animal. “Existem testes rápidos e outros mais precisos como o PCR que auxiliam no diagnóstico do pet , por meio de um exame de sangue. Normalmente são necessários quando um felino apresenta sintomas ou quando é adotado, tem acesso à rua ou foi resgatado dela, de modo que não existam dúvidas”, explica Joana Portin. >
Embora não exista cura para FIV e FELV, com o tratamento adequado, alimentação balanceada e monitoramento constante, os gatos podem viver com uma boa qualidade de vida. O cuidado deve incluir consultas periódicas, controle de infecções secundárias e ambiente tranquilo, limpo e seguro, onde não tenha contato com animais desconhecidos. >
Além disso, Joana Portin explica que, com o atendimento veterinário e a adoção de medidas simples, como manter o gato dentro de casa, vacinar corretamente e realizar exames periódicos, é possível fazer toda a diferença no bem-estar e na longevidade do animal. >
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