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Saúde animal

Alzheimer canino: como identificar e cuidar do seu cão idoso

Tutores devem ficar atentos aos sinais e o diagnóstico precoce é fundamental

Publicado em 30 de Setembro de 2025 às 18:30

Publicado em 

30 set 2025 às 18:30
Rachel Martins

Colunista

Rachel Martins

Cachorro / Cão
É preciso ficar atento aos sinais do seu cachorro idoso Crédito: Shutterstock
De repente, seu cão, que já está idoso, começa a ficar confuso, dormir em horários diferentes ou esquecer rotinas simples, como onde fica a caminha ou o local das refeições. Esses sinais, às vezes discretos no início, podem estar associados ao surgimento da Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC), popularmente conhecida como Alzheimer canino.
Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva, que costuma atingir cães mais velhos — geralmente a partir dos oito anos — e tem como característica a perda gradual de funções cognitivas, como memória, aprendizado e percepção. A condição é comparável ao Alzheimer humano, embora tenha características e causas específicas da espécie.
A médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Saúde Animal, Mariana Raposo, explica que, na prática, o cérebro do animal começa a sofrer um processo natural de envelhecimento, com redução na atividade dos neurônios e diminuição de neurotransmissores importantes, como a dopamina e a acetilcolina.
“Como resultado, pode apresentar comportamentos diferentes do habitual, como desorientação em ambientes familiares, alteração no sono, vocalizações sem motivo aparente, perda de hábitos de higiene ou até dificuldade para reconhecer pessoas próximas”, alerta.
Cachorro / Médico / Ouvido / Veterinário
Pets durante uma consulta médica Crédito: Shutterstock
Os tutores devem ficar atentos aos sinais, essas mudanças podem ter origem neurológica, e não significarem, apenas, "manias da idade" do animal. O diagnóstico precoce é fundamental. Ao notar alterações comportamentais persistentes é importante procurar o médico-veterinários
Embora não exista cura para o Alzheimer canino, é possível manejar a condição com bons resultados. O tratamento inclui mudanças na rotina, estímulos cognitivos e suporte nutricional.
Confira dicas para melhorar a suplementação alimentar e medidas simples que contribuem para uma melhor qualidade de cães idosos nessas condições:
  • Os ácidos graxos da família ômega-3, como EPA e DHA, contribuem para a proteção dos neurônios e têm efeito anti-inflamatório
  • O triptofano auxilia na produção de serotonina, favorecendo o equilíbrio emocional e ajudando a reduzir sinais de ansiedade ou irritabilidade, comuns em quadros de disfunção cognitiva
  • O extrato de valeriana, de origem vegetal, possui propriedades calmantes que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono, especialmente em animais com agitação noturna
  • Mantenha uma rotina estruturada, evite mudanças bruscas no ambiente
  • Promova estímulos mentais com brinquedos e exercícios leves
  • Tenha paciência e ofereça carinho ao cão

Rachel Martins

Uma jornalista que ama os animais, assim é Rachel Martins. Não é a toa que ela adotou duas gatinhas, a Frida e a Chloé, que são as verdadeiras donas da casa. Escreve semanalmente sobre os benefícios que uma relação como essa é capaz de proporcionar

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