Entre os dias 18 e 25 de setembro, a Semana Nacional do Trânsito reforça a discussão sobre segurança nas ruas e estradas e chama atenção para o papel que o comportamento de cada motorista tem na prevenção de acidentes. Em 2026, a campanha nacional traz a mensagem “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, reforçando a importância da velocidade adequada e de escolhas mais conscientes durante os deslocamentos.
Os dados ajudam a mostrar a dimensão do desafio. Em 2025, as rodovias federais brasileiras registraram 72.529 sinistros e 6.043 mortes, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Entre as principais causas estão a ausência de reação do condutor, responsável por 11.469 ocorrências, e a reação tardia ou ineficiente, com 10.799 registros. Esses números mostram como a atenção, a capacidade de antecipar situações e o tempo de resposta continuam sendo fatores importantes para uma condução mais segura.
Para Alan Leal, COO da Justos, seguradora que utiliza tecnologia e dados de direção para acompanhar o comportamento dos motoristas, a Semana Nacional do Trânsito também é uma oportunidade para rever hábitos que, de tão presentes na rotina, podem acabar passando despercebidos.
“Segurança no trânsito passa por decisões que o motorista toma durante todo o percurso. Manter a atenção, adequar a velocidade, preservar uma distância segura e observar o que acontece ao redor aumentam o tempo de reação e ajudam a reduzir situações de risco”, afirma Alan Leal.
A seguir, confira 5 hábitos simples que ajudam a evitar acidentes no dia a dia!
1. Deixe o celular longe das mãos
Responder uma mensagem, trocar uma música ou conferir uma notificação pode parecer algo rápido, mas já é suficiente para desviar a atenção da via. Por isso, o ideal é programar o GPS, escolher a música e organizar outras funções antes de iniciar o trajeto. Caso seja necessário usar o aparelho durante o percurso, a orientação é parar o veículo em um local permitido e seguro antes de mexer no celular.
2. Adapte a velocidade às condições da via
Respeitar o limite estabelecido para a via é fundamental, mas ele não é o único fator que deve orientar a velocidade. Chuva, baixa visibilidade, trânsito intenso, presença de pedestres ou condições ruins da pista podem exigir que o motorista reduza ainda mais. Uma condução mais constante, evitando acelerações e frenagens bruscas, também contribui para que os movimentos do veículo sejam mais previsíveis para quem compartilha a via.
3. Mantenha uma distância que permita reagir
A distância do veículo da frente dá ao motorista mais tempo para perceber uma mudança no trânsito e responder com segurança. Dirigir muito próximo aumenta a chance de uma reação brusca diante de uma freada inesperada ou de um obstáculo. Por isso, vale manter uma margem segura e evitar freadas bruscas sempre que possível. Esse é, inclusive, um dos comportamentos observados pela Justos por meio da telemetria, junto a outros aspectos da condução.
4. Observe o que acontece além do veículo à sua frente
Dirigir com atenção também significa acompanhar o movimento ao redor e não apenas o carro que está imediatamente à frente. Pedestres próximos à faixa, motociclistas, cruzamentos, mudanças no fluxo e veículos reduzindo a velocidade alguns metros adiante podem indicar uma situação que exigirá alguma ação do motorista.
“Quando o motorista percebe o que está acontecendo com antecedência, ele ganha tempo para decidir como agir e reduz a necessidade de uma reação brusca. Observar o entorno faz parte de uma condução mais segura e previsível”, explica Alan Leal.
5. Mantenha a atenção mesmo em trajetos conhecidos
Fazer o mesmo caminho todos os dias pode criar uma sensação de familiaridade, mas as condições do trânsito mudam constantemente. Uma obra, um veículo parado, uma alteração na sinalização, chuva ou a presença de um pedestre em um ponto diferente já podem transformar completamente um percurso conhecido. Por isso, a atenção precisa ser mantida mesmo nos trajetos que fazem parte da rotina.
Para Alan Leal, esse é também um dos papéis da Semana Nacional do Trânsito. “O período é uma oportunidade para observar hábitos que muitas vezes se tornam automáticos e entender o que pode ser melhorado. Prevenção começa antes de uma situação de risco acontecer e também depende de como cada motorista se comporta ao longo do trajeto”, conclui.
Por Gabi Cardoso