Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • HZ
  • Cultura
  • Cármen Lúcia diz que cultura é essencial para combater investidas autoritárias
Encontro de gestores

Cármen Lúcia diz que cultura é essencial para combater investidas autoritárias

Em evento, ministra do STF defende que supressão de direitos pode ser inibida ao 'culturalizar' a democracia do país
Agência FolhaPress

Publicado em 15 de Agosto de 2023 às 08:43

A Ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia
Encontro Nacional de gestores da cultura Crédito: Fernando Madeira
A ministra Cármen Lúcia, do STF, o Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira, dia 14, que, para além de democratizar a cultura, é importante culturalizar a democracia.
Para ela, isso significa consolidar na sociedade brasileira a importância das instituições democráticas de modo a conter eventuais levantes autoritários.
"Em uma cultura democrática, é preciso que cada um exerça seus direitos a tal ponto que se sedimente o que nós chamamos no direito de sentimento constitucional democrático. Quando uma sociedade acredita nisso, ela é a própria barreira contra investidas autoritárias", disse a ministra durante o 1° Encontro Nacional de Gestores da Cultura.
O evento reúne dirigentes públicos de todos os estados para discutir, entre segunda e terça-feira, dia 15, as políticas culturais do Brasil. A iniciativa é realizada pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e pelo Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados.
Cármen Lúcia é considerada uma das principais vozes no STF em defesa do direito à cultura. Em novembro do ano passado, ela suspendeu uma medida provisória editada por Bolsonaro que permitia o adiamento de pagamentos referentes às leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2 ao setor cultural. As duas medidas foram criadas para ajudar artistas e agentes culturais durante a pandemia.
"O STF fez, pela minha relatoria, não um favor ou um privilégio. Apenas garantiu que a Constituição fosse respeitada. Não agradeçam. Todos os brasileiros têm direito à execução dos bens culturais. Cultura não é favor, da mesma forma como não é um favor ser livre", disse a ministra no encontro com os gestores.
Para ela, manifestações artísticas são a tradução da alma de uma sociedade. "Pode-se prender fisicamente as pessoas, mas não se amordaça a alma. O povo não pede licença para criar cultura. Tudo o que o Estado pode fazer é garantir esse direito."

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados