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Segmento econômico

Mercado imobiliário espera aquecimento com mudanças no Casa Verde e Amarela

Com uma faixa de renda maior, prazo de financiamento estendido e juros reduzidos, o programa de habitação social ganhou alterações que prometem fortalecer o mercado

Publicado em 30 de Agosto de 2022 às 14:57

Vinícius Viana

Publicado em 

30 ago 2022 às 14:57
O aumento nas faixas de renda permitem o aumento do poder de compra dos clientes e a quantidade de pessoas que podem ser beneficiadas com o programa.
O aumento nas faixas de renda permitem o aumento do poder de compra dos clientes e a quantidade de pessoas que podem ser beneficiadas com o programa. Crédito: Shutterstock
Com a aprovação de uma nova faixa de renda mensal familiar, no valor de R$ 8 mil, para o programa Casa Verde e Amarela, em julho deste ano, o sonho da casa própria ficou mais perto de se realizar para alguns brasileiros. A notícia também foi boa para o setor imobiliário já que essas mudanças permitem o aumento do poder de compra dos clientes e a quantidade de pessoas que podem ser beneficiadas com o programa.
Essas alterações vêm para desafogar o cenário anterior que apresentava uma dificuldade de operação por meio das construtoras e incorporadoras. É o que explica um dos diretores do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES) Joacyr Guimarães Meriguetti.
Segundo ele, os valores  desatualizados nas faixas de renda dificultavam a atuação dentro do programa, principalmente com o aumento nos valores de materiais de construção e insumos. Um reflexo não só da pandemia da Covid-19, iniciada em 2020, mas também do contexto político-social do mundo atual.
"Houve um aumento muito grande para materiais da construção civil e insumos, como o preço do aço e do cimento. No Sinduscon-ES temos nos reunido para apresentar algumas alternativas para melhorar o programa. O desafio para as empresas é fazer o dever de casa pensando em produtividade, mantendo parcerias com os entes da federação"
Joacyr Guimarães Meriguetti - Diretor do Sinduscon-ES
De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Espírito Santo (Ademi-ES), Eduardo Fontes, o atual público do programa Casa Verde e Amarela é predominantemente mais jovem. Isso porque, em sua maioria, corresponde ao primeiro imóvel comprado na vida.
Para quem está pensando em investir em um desses empreendimentos, a dica, para Eduardo Fontes, é ter um planejamento de aquisição. É preciso pesquisar e escolher a região mais adequada ao comprador. Além de ficar de olho no histórico da construtora, ou incorporadora, e fazer simulações de crédito imobiliário antes de fechar negócio.
“O que eu observo é que vemos jovens comprando imóveis de dois quartos, principalmente, nos municípios de Vila Velha e na Serra, onde o preço do metro quadrado ainda está em um valor que esse público consegue comprar”, destaca Eduardo Fontes.

O QUE MUDOU?

As mudanças nas faixas de renda do programa e novos subsídios não são favoráveis apenas para os investidores, mas também para a população. Afinal, agora uma quantidade maior de brasileiros poderá ser beneficiada com o programa. Confira algumas alterações anunciadas:

01

Novas faixas de renda

Se antes o teto nas faixas de rendas familiares era de R$ 7 mil no terceiro grupo. A partir de agora, é possível ter acesso aos benefícios do Casa Verde e Amarela famílias com renda de até R$ 8 mil. O grupo 2 também teve os valores máximos reajustados para R$ 4.400,00. Enquanto o grupo 1,5 teve a renda mensal familiar reajustada para o teto de R$ 3 mil.

02

Prazo de financiamento maior

Além disso, uma medida provisória aprovada pelo Senado, em julho de 2022, alterou o prazo de financiamentos imobiliários feitos com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 30 para 35 anos.

03

Juros reduzidos

O aumento nas faixas de renda também representaram uma redução nos juros entre 0,75% e 1,16% ao ano. Principalmente, para os Pró-Cotista do FGTS, uma linha de financiamento que usa dos benefícios do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista, em 1%.

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