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Feminicídio

Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar a ex em Aracruz

Crime ocorreu em 2024 na calçada de uma mercearia no bairro Fátima. Aline foi atingida por 27 tiros

Publicado em 10 de Junho de 2026 às 17:50

Enzo Teixeira

Publicado em 

10 jun 2026 às 17:50
Aline, vítima de feminicídio em Aracruz, tinha 35 anos
Aline Ribeiro da Rosa tinha 35 anos Redes Sociais

A Justiça condenou Felipe Silva de Almeida a 30 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira Aline Ribeiro da Rosa, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (10), no Tribunal do Júri do município.


O réu foi considerado culpado por homicídio quadruplamente qualificado: por motivo fútil, uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, em contexto de violência doméstica. A condenação foi definida após o Conselho de Sentença acatar a denúncia do Ministério Público capixaba (MPES).


Além da pena de prisão, Felipe deverá pagar R$ 200 mil de indenização aos familiares de Aline e perdeu o poder familiar sobre os dois filhos do ex-casal. 

Crime foi registrado por câmera

O assassinato aconteceu em 21 de julho de 2024, no bairro Fátima. Aline, de 35 anos, foi morta a tiros em frente a um bar, na presença de testemunhas.


As imagens mostram o momento em que o condenado, vestindo uma camisa azul clara, se aproxima da vítima e inicia uma conversa. Em seguida, ele saca a arma e dispara várias vezes à queima-roupa antes de fugir de carro. Aline foi atingida por 27 disparos. 

Histórico de ameaças

Felipe Silva de Almeida, principal suspeito da morte da ex-esposa Aline Ribeiro da Rosa, em Aracruz
Felipe Silva de Almeida foi condenado pelo assassinato da ex Reprodução/Redes Sociais

A vítima já havia denunciado o ex-companheiro por ameaças e relatado que ele não aceitava o fim do relacionamento. Ela chegou a obter uma medida protetiva, que foi posteriormente suspensa.


Minutos antes do crime, Aline ligou para o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes/190) para informar que estava sendo ameaçada. Após o assassinato, a Polícia Militar entrou em contato com o suspeito, que confessou.


Testemunhas relataram à Polícia Civil que o comportamento violento era recorrente desde o início do relacionamento, cerca de cinco anos antes do crime, incluindo agressões físicas durante a gravidez da vítima. 

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