Publicado em 8 de agosto de 2023 às 14:40
O zagueiro Antonio Rüdiger é um dos jogadores mais próximos de Vinícius Júnior no elenco do Real Madrid, a ponto de já ter afirmado ver o brasileiro como um irmão, em coletiva de imprensa no ano passado. Tal sentimento o faz sentir cada ofensa racista direcionada ao amigo como um ataque pessoal. Em entrevista à revista GQ, o alemão de mãe serra-leonesa disse nunca ter sido vítima de racismo em território espanhol, mas vê como obrigação se posicionar frente aos ataques contra Vini. >
"Se me pergunta se alguém foi racista comigo na Espanha, a resposta é não. Houve um mal-entendido em Cádiz: publicaram que haviam sido racistas comigo, mas não escutei me chamarem de 'mono (macaco)', 'negro de m...' ou nenhuma dessas barbaridades que costumam dizer", afirmou o defensor.>
"Se me pergunta se Vinícius Júnior sofre (racismo), é evidente que sim. E quando o insultam e são racistas com ele, automaticamente são comigo, ainda que não tenham feito um ataque direto a mim. Mas este não é um problema existente apenas na Espanha, acontece em todos os lugares", completou.>
Na avaliação de Rüdiger, a Espanha não é um país racista, como Vini Jr. chegou a afirmar após ofensas sofrida em jogo com o Valencia, na temporada passada. Para o alemão, há uma minoria que reproduz racismo e precisa ser educada.>
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"O racismo é uma falta de educação. Sempre disse e sempre repito É importe dizer que não são todos os espanhóis, são apenas alguns idiotas. Há muitos espanhóis que não toleram racismo. É muito importante assinalar que os racistas são uma minoria neste país, mas precisam ser corrigidos. Como acabar com o problema? O único que posso dizer é que eduquem seus filhos na escola. É muito importante que todo o mundo entenda que todos nós somos iguais", disse.>
Desde o episódio ocorrido no Estádio Mestalla, quando torcedores do Valencia dispararam insultos racistas contra Vini, o debate público sobre racismo na Espanha atingiu um novo nível, muito em razão da postura combativa adotada pelo atacante brasileiro. Em um primeiro momento, a LaLiga, associação responsável pela organização do Campeonato Espanhol, mostrou-se incomodada ao ser acusada pelo atleta de negligência, mas revisou o próprio discurso e pediu mudanças na lei para ter mais autonomia na hora de punir racistas.>
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