Um duelo "quente", truncado, marcado por bolas paradas efetivas e um balde de água fria para dez mil atleticanos. Assim foi o empate entre Athletico-PR e Flamengo, em 2 a 2, pela ida das semifinais da Copa do Brasil, na Arena da Baixada. Thiago Maia e Pedro, de pênalti e no minuto final, depois de consulta ao VAR e revolta local, marcaram para os visitantes, enquanto Pedro Henrique e Renato Kayzer anotaram para os mandantes, nesta quarta (20). O jogo da volta será no dia 27, no Maracanã - sem o critério do gol qualificado, é bom lembrar.
Ambas as equipes jogam pelo Brasileiro no fim de semana, já que o confronto de volta pelas semifinais da Copa do Brasil será apenas no dia 27 (quarta-feira que vem), no Maracanã. O Athletico visita o Fortaleza no sábado, enquanto o Flamengo, no mesmo dia, enfrenta o Fluminense no Rio, pela 28ª rodada.
O JOGO
O início foi bastante embaçado para o Flamengo. Pilhado pela torcida, o Athletico abafou a saída dos defensores rivais e tirou o time de Renato da zona de conforto na construção. A partida estava emperrada, mas uma jogada ensaiada do Fla surtiu efeito. Thiago Maia estava no meio do caminho depois de uma trama entre Léo Pereira, Arão e Gabi, que chutou e viu a bola sobrar para o volante abrir o marcador. O VAR analisou o lance ajustado e confirmou o gol que desembaçou o espelho de uma equipe que demorou a se achar.
Minutos depois do placar aberto, o jogo lembrou a brincadeira infantil "batata quente", onde ninguém pode ficar com a bola. O perde-ganha no meio voltou a deixar o confronto travado, sendo que o Athletico ficou visivelmente nervoso com a situação adversa. O Flamengo até teve alguns momentos de sobriedade com a bola, mas não agrediu e logo voltou a errar em profusão, tanto que só finalizou quatro vezes (e sem perigo) na etapa inicial - o Athletico, cinco, sendo a mais ameaçadora em bola parada, com Erick, via escanteio, obrigando Diego Alves a trabalhar bem.
O Athletico empatou logo no reinício do jogo. E foi através dela de novo: a bola parada. Mais precisamente com escanteio, que já tinha incomodado o Fla na etapa inicial. Pedro Henrique decolou sobre o Léo Pereira e acertou uma bela cabeçada para deixar tudo igual, ainda com dois minutos. É bom destacar que foi o primeiro gol sofrido pelo Flamengo na competição.
Em seguida, o Flamengo passou por um contratempo importante: Gabigol sentiu dores no tornozelo e saiu (Pedro entrou). E o time de Portaluppi definhava taticamente numa noite de um futebol pobre tecnicamente. E o Athletico se criou em tal cenário para virar. Depois de bom cruzamento de Abner, Kayzer subiu em diagonal e acertou uma bela testada, não dando chance para Diego Alves e Léo Pereira (quem estava na marcação).
O que parecia improvável mudou no minuto final. Em bola alçada, Rodrigo Caio tomou uma braçada de Lucas Fasson, que havia acabado de entrar, no rosto. Pênalti assinalado após consulta ao VAR e muita frustração e xingamentos das arquibancadas. Pedro, frio em meio ao caos, cobrou no meio do gol e saiu fazendo a reverência, para alívio de um Fla que deixou a desejar, mas evitou o pior.