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Renovação do tênis feminino

Aos 21 anos, Sofia Kenin vira sobre Muguruza e vence Aberto da Austrália

Tenista americana é a mais nova campeã de um torneio do Grand Slam. Na manhã deste sábado (1º), ela derrotou espanhola por 2 sets a 1

Publicado em 01 de Fevereiro de 2020 às 10:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

01 fev 2020 às 10:46
A tenista americana Sofia Kenin venceu o Aberto da Austrália Crédito: Divulgação/ausopen.com
A tenista americana Sofia Kenin, 21, é a mais nova campeã de um torneio do Grand Slam. Na manhã deste sábado (1º), ela derrotou a espanhola Garbiñe Muguruza, 26, na final do Australian Open, por 2 sets a 1 (4/6, 6/2 e 6/2).
Em sua primeira decisão num dos quatro principais campeonatos do tênis (nunca havia passado das oitavas de final em nenhum deles), Kenin sofreu no primeiro set com a consistência de Muguruza, vencedora de Roland Garros em 2016 e Wimbledon em 2017.
O primeiro mérito da americana, que disputava o Australian Open pela terceira vez na carreira, foi não ter se abalado pelo início de jogo. Na parcial seguinte, ela variou seu repertório de golpes, assumiu o controle das ações e empatou a partida, levando a final para o set decisivo.
Ali, mostrou um controle emocional surpreendente. Quando sacava no quinto game com 2 a 2 no placar, a americana se viu em desvantagem de 0-40. Decidiu arriscar, fez cinco pontos seguidos em bolas vencedoras e se manteve na frente. Em seguida, quebrou o serviço da espanhola para abrir vantagem e liderar até o fim do duelo.
Durante o torneio, ela já havia alertado sobre sua capacidade de acreditar até o fim. "Se você quiser me derrotar, tem que realmente me derrotar. Você tem que matar o jogo. Não importa como esteja o placar, eu ainda estarei lutando e fazendo o meu melhor para virar a partida", afirmou.
O vaivém de emoções do confronto teve sua melhor representação nas expressões faciais de Kenin durante as duas horas e três minutos de ação. A jovem claramente não estava preocupada em demonstrar insegurança ou mesmo irritação em alguns momentos.
Quando Muguruza cometeu a dupla falta que decretou o seu título, a americana parecia não acreditar no que estava acontecendo. Depois de cumprimentar a família, de origem russa --ela nasceu em Moscou e foi para os EUA ainda no primeiro ano de vida--, abriu os braços num gesto de incredulidade.
Sua trajetória no tênis teve início aos 5 anos e sempre foi acompanhada de perto pelo pai, Alexander, até hoje seu principal treinador. Altamente dedicada a se tornar uma profissional do esporte, a atleta recebeu educação domiciliar na Flórida.
"Meu sonho se tornou oficialmente realidade. Se você tiver um, vá atrás dele", ela disse durante a cerimônia de premiação neste sábado.
Então 15ª colocada do ranking mundial, Kenin assumirá a 7ª posição na lista de segunda-feira (3) e também se tornará a melhor americana do circuito, à frente de Serena Williams (9ª). Após um 2019 ruim, Muguruza comemorou a boa campanha que a fará saltar de 32ª para 16ª.
A improvável conquista de Kenin soma-se a outras surpresas nas chaves femininas de Slam recentemente. Os últimos 12 torneios desse nível consagraram 10 campeãs diferentes. Em oito ocasiões, uma tenista ficou com o troféu pela primeira vez na carreira.
Agora, a jovem americana abre os anos 2020 mantendo a tendência de ineditismo e renovação do circuito. A japonesa Naomi Osaka ganhou o US Open em 2018 com 20 anos e o Australian Open em 2019. No ano passado, a australiana Ashleigh Barty faturou Roland Garros aos 23, e a canadense Bianca Andreescu levou o US Open aos 19.
O cenário contrasta com o domínio dos mesmos nomes de sempre no circuito masculino, que ainda não teve um campeão de Slam nascido nos anos 1990.
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