Afastado do cargo por decisão da Justiça Eleitoral, no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeita de coação eleitoral, o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), usou suas redes sociais para se pronunciar sobre o caso na tarde desta segunda-feira (19). O mandatário é investigado por divulgar um vídeo em que relaciona a derrota de Ricardo Ferraço (MDB) na disputa pelo governo do Espírito Santo à possível demissão de cerca de 700 pessoas no Executivo municipal.
No comunicado, Lastênio afirma respeitar a decisão judicial e diz que apresentará sua defesa "com firmeza e responsabilidade".
"Em razão do sigilo do processo, os esclarecimentos sobre a investigação serão prestados nos meios legais. Não abrirei mão de defender minha honra e de esclarecer os fatos, mas farei isso com respeito à Justiça, sem alimentar confrontos ou julgamentos precipitados nas redes sociais", afirma Lastênio no texto do comunicado.
Em outro trecho, o prefeito afastado pede para que a população mantenha a serenidade. "Baixo Guandu está acima de qualquer disputa política, e a prioridade deve ser preservar os serviços públicos e o atendimento às pessoas."
Segundo a PF, a investigação que culminou no afastamento de Lastênio nesta segunda-feira (19) começou após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, em 10 de outubro, no qual o investigado teria condicionado manter os postos de trabalho, além de continuar com obras e serviços municipais, caso o resultado da eleição estadual fosse favorável ao candidato que apoia.
O conteúdo foi apagado do perfil do prefeito após a publicação de reportagem de A Gazeta sobre o fato. No vídeo, que tem pouco mais de dois minutos, Lastênio pede votos para Ricardo Ferraço e diz que uma eventual derrota também poderá afetar as obras em Baixo Guandu, além do transporte escolar.