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TJES suspende investigações de vereadores contra Audifax na Serra

Quatro comissões processantes já haviam sido abertas pelos vereadores. Conclusão poderia ser até pela cassação do prefeito

Publicado em 31 de Julho de 2019 às 01:44

Vinícius Valfré

Publicado em 

31 jul 2019 às 01:44
Audifax Barcelos, prefeito da Serra Crédito: Carlos Alberto Silva | GZ
A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) suspendeu, nesta terça-feira (30), a tramitação de comissões processantes abertas por vereadores de oposição contra prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Um possível resultado dessas comissões seria a cassação do prefeito.
Em decisão liminar (provisória) proferida em abril, o relator do agravo no TJES, desembargador Ewerton Schwab, havia autorizado a retomada dos trabalhos. Quatro comissões processantes estavam ativas. Agora, na análise do mérito, fez reconsiderações e votou para confirmar a decisão de primeira instância, no que foi acompanhado pelos outros dois membros da 1ª Câmara Cível.
A decisão foi tomada durante julgamento do mérito de um agravo de instrumento apresentado pelos vereadores após a juíza de primeira instância, Telmelita Guimarães, determinar a suspensão das comissões.
As informações foram confirmadas por um dos advogados de Audifax, Flávio Cheim Jorge. Segundo o representante, foram três as irregularidades na condução das comissões pelos vereadores: a votação em regime de urgência sem que houvesse motivo para tal, os elementos "abstratos e genéricos" da denúncia e o fato de que ela só deveria levar a uma investigação, mesmo quando cita mais de uma irregularidade.
"Em nenhuma das alegações questionou-se a competência da Câmara para efetuar julgamento. O TJES entendeu que a denuncia é inepta, ou seja que não é peça apta a dar início a comissão processante que tem por finalidade cassar o prefeito", destacou Cheim Jorge.
Redigida em menos de três páginas, a denúncia de um ex-servidor cita oito supostas irregularidades. A Câmara da Serra queria abrir uma investigação para cada uma. A crise tem como pano de fundo a tensa briga política entre Executivo e Legislativo. A Câmara da Serra ainda não foi notificada pelo Judiciário.

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