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Raquel Dodge apela contra decisão que afastou auditores da Receita no ES

Ela pede que seja derrubado o afastamento dos servidores e que o procedimento da Receita contra agentes públicos seja retomado

Publicado em 07 de Agosto de 2019 às 01:24

Publicado em 

07 ago 2019 às 01:24
Raquel Dodge cria força-tarefa para investigar rompimento de barragem Crédito: Cesar Itiberê/PR
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apelou contra decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que afastou dois auditores da Receita Federal que atuam no Espírito Santo e suspendeu a devassa do órgão contra 133 agentes públicos, no âmbito do inquérito das fake news, que apura ofensas a ministros da Corte.
Ela pede que seja derrubado o afastamento dos servidores e que o procedimento da Receita contra agentes públicos seja retomado. Tudo ocorreu após o ministro Gilmar Mendes aparecer em uma apuração preliminar. A informação é do blog Fausto Macedo, do "Estadão".
A procuradora-geral quer que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF, que inclui Moraes.
Ela escreveu, em recurso ao STF: “Diversas medidas cautelares foram determinadas (no âmbito desse inquérito) sem que fosse facultada manifestação à PGR. Há uma peculiaridade agravante: além de exercer o papel processual de investigador e julgador, o ministro relator (Alexandre de Moraes) é potencial vítima dos fatos investigados. Não há como imaginar situação mais comprometedora da imparcialidade e neutralidade dos julgadores”.
Segundo ela, os fundamentos de fato da decisão ‘não se inserem no objeto conhecido’ no inquérito das fake news.
“De fato, apesar de, como visto, o objeto do inquérito ser impreciso, ele se circunscreve ao tema, segundo termos expressos da sua Portaria de instauração, da possível ocorrência de fake news envolvendo ministros do STF, ainda que sem precisar no tempo e no espaço”, afirma.
A procuradora-geral ainda reagiu ao afastamento dos auditores Wilson Nelson da Silva e Luciano Francisco Castro, que atuam na Receita de Vitória. A conclusão do processo administrativo foi pela suspensão de 15 dias a Wilson e a isenção de responsabilidade de Luciano.
Raquel diz que a cautelar depende da demonstração de que ‘é plausível que investigados tenham praticados ilícitos penais e de que o seu afastamento das funções públicas é necessário para resguardar a produção de provas ou evitar nova prática criminosa no exercício do cargo’. “Estes requisitos não estão presentes no caso”, afirma.
A procuradora-geral afirmou que a Corregedoria da Receita Federal apurou, nos autos de processo disciplinar contra os dois servidores, que eles ‘não agiram com dolo ao permitirem acesso, por terceiros, de dados fiscais sigilosos relativos aos contribuintes’.
Os dois auditores deram início à apuração contra o ministro Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar Mendes após a movimentação financeira do casal chamar a atenção para possíveis irregularidades.
Além de Gilmar e sua mulher, a Receita Federal incluiu a advogada Roberta Maria Rangel, mulher do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre contribuintes alvo de apuração preliminar por indícios de irregularidades tributárias, conforme revelou o Estado em fevereiro.
 A alta administração da Receita Federal se uniu contra a decisão do STF que afastou dois auditores fiscais e suspendeu os processos autuados contra um grupo de 133 autoridades dos Três Poderes, cônjuges e dependentes. 
FAKE NEWS
A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito instaurado pelo STF para investigar ofensas, ameaças e “fake news” disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares, que foi prorrogado por mais 180 dias. O prazo das investigações terminou em 18 de julho, em pleno recesso do tribunal – e agora se estenderão para meados de janeiro de 2020.

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