Após o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), comunicar à Câmara Municipal que vai renunciar ao cargo para disputar as eleições de 2026, a vice-prefeita Cris Samorini (PP) se tornará a primeira prefeita da Capital.
Natural de Vitória, Cris tem 47 anos e é graduada em Administração de Empresas, com MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Empresária do ramo da indústria gráfica, foi presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) entre 2020 e 2024, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 65 anos de história da instituição.
A empresária acumula em sua trajetória passagem pela Diretoria Financeira da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Já no setor gráfico, esteve à frente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Espírito Santo (Siges) e foi vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional).
Em entrevista concedida ao videocast Papo de Eleições, de A Gazeta, logo após sair vitoriosa das urnas com Pazolini, a empresária avaliou o resultado das urnas e disse que não teria papel de figurante na gestão municipal.
“Eu não serei uma pessoa figurante, jamais, nem na área empresarial nem na parte pública, principalmente na pública, que eu posso talvez fazer muito mais do que eu fiz à frente de uma instituição que cuida de pessoas, que tem como objetivo fazer educação, saúde, etc”, afirmou na época.
A chapa de Pazolini e Samorini venceu com 56,22% dos votos válidos em um cenário de dúvidas se haveria segundo turno na Capital e quem disputaria com o atual mandatário, se seria João Coser (PT) ou Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). O petista terminou em segundo, com 15,62%, enquanto o tucano ficou em terceiro, com 12,46%.
Durante a entrevista, a empresária afirmou que sentia nas ruas um sentimento mais positivo do que as pesquisas demonstravam e que isso dava um certo conforto à campanha, mas não tranquilidade. “Conforto, assim: a gente está no caminho certo, as pessoas respondem muito bem àquilo que a gente está vendo como expectativa, mas não vamos considerar que está ganho, apesar de ter alguns sinais no início de resultados que eram positivos.”
Na ocasião, Samorini ainda fez uma avaliação sobre o papel das mulheres na política, diante de um cenário com três vice-prefeitas eleitas nas quatro principais cidades da Região Metropolitana, mas com apenas duas mulheres eleitas para chefiar o Executivo em um Estado com 78 municípios.
“Muito se escutou por aí 'Mulher precisa aceitar parar de ser vice'. Para mim, isso não faz a menor diferença, sinceramente, porque a escolha de ir para vida pública já foi uma etapa muito grande na minha vida, olhando eu, enquanto setor empresarial, produtivo, que não caminhei em nenhuma disputa na vida na parte política”, afirmou.