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Por ordem do STF

PF prende pastor do ES condenado por participar de atos golpistas

Felício Manoel Araújo chegou a compartilhar, nas redes sociais, vídeos do momento em que foi detido pelos agentes da Polícia Federal em Vitória

Publicado em 07 de Junho de 2024 às 17:52

Tiago Alencar

Publicado em 

07 jun 2024 às 17:52
Pastor Felício Manoel Araújo, preso pela Polícia Federal por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023
Felício Manoel Araújo foi condenado a 17 anos de prisão por participar dos atos de 8 de janeiro de 2023 Crédito: Redes Sociais/Reprodução
Alvo da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, Felício Manoel Araújo, de 58 anos, morador do Espírito Santo, foi uma das 50 pessoas presas, na quinta-feira (7), por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF)
A informação da prisão de Felício, que nas redes sociais se identifica como pastor, foi confirmada à reportagem de A Gazeta na tarde desta sexta-feira (7). Após ser detido pelos agentes da PF, em uma residência em Vitória, ele foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média I, em Viana, onde permanece até o momento, conforme informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
Uma sequência de vídeos publicados em perfis nas redes sociais – que teriam sido gravados pelo próprio pastor no ato de sua prisão – mostra Felício relatando que os agentes da PF tinham acabado de chegar à casa de sua mãe, onde estava para acompanhá-la em função de problemas de saúde, para cumprimento do mandato de prisão expedido contra ele.
O material mostra o pastor em dois momentos: o primeiro, saindo da residência onde foi preso; e o segundo, algemado a uma cadeira, enquanto aguardava para ser ouvido pelo polícia. Na gravação, Felício cita, a todo momento, a data de quinta-feira (6 de junho de 2024) e afirma ter sido tratado "com educação" pelos policiais federais.
PF prende pastor do ES condenado por participar de atos golpistas
Os mandados de prisão cumpridos pela PF em 18 Estados e no Distrito Federal tinham como foco mais de 200 réus nas ações penais relacionadas ao caso e que estariam, de acordo com decisões do STF,  descumprindo medidas cautelares judiciais, além de terem investido fuga para outros países, com o objetivo de se furtarem da aplicação da lei penal.

Condenado a 17 anos de prisão

Uma decisão do STF de 29 de abril deste ano condenou Felício a 17 anos de prisão, sendo 15  anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção, além de cem dias-multa. No processo que tramita no Supremo, o pastor é acusado de tentativa violenta de abolição da democracia, dano qualificado e deterioração do patrimônio público. Ele também deverá pagar, em conjunto com os demais acusados de invadir e vandalizar as sedes do Três Poderes, em Brasília, indenização por danos morais no valor de R$ 30 milhões.
A reportagem tenta contato com a defesa de Felício.

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