Nas disputas para deputado federal e deputado estadual, a distribuição das vagas não leva em consideração apenas a quantidade de votos. Por se tratar de um sistema proporcional, em muitos casos, votações expressivas não garantem uma cadeira na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Nas Eleições 2026, não foi diferente: candidatos que se destacaram nas urnas ficaram de fora das bancadas.
Entre os concorrentes a deputado federal, o último a garantir uma vaga obteve pouco mais de 43 mil votos. Do PL, Lucas O Federal da Direita foi puxado pela votação recorde de Lucas Polese, que obteve o apoio de mais de 419 mil eleitores.
Por esse modelo proporcional, Lucas O Federal da Direita, mesmo com votação menor que outros seis candidatos, se elegeu deputado.
Confira os mais votados e não eleitos para a Câmara Federal:
- Serginho Vidigal (Podemos): 81.162 votos
- Tyago Hoffmann (PSB): 68.915 votos
- Messias Donato (União): 66.236 votos
- Erick Musso (Republicanos): 53.726 votos
- Iriny Lopes (PT): 52.367 votos
- Freitas (PSB): 49.840 votos
Marcos Oliveira/Agência Senado
O cenário se repete na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Allan Ferreira (Podemos) ficou como suplente apesar de ter conseguido 22.845 votos, mais do que seis parlamentares eleitos.
Confira os menos votados eleitos para a Assembleia:
- Rodrigo da Cozivip (MDB): 21.956 votos
- Hudson Leal (Agir): 21.016 votos
- José Esmeraldo (União): 20.394 votos
- Brizola Corteletti (Agir): 20.361 votos
- Delegado Danilo Bahiense (PL): 19.477 votos
- Julio da Fetaes (PT): 17.775 votos
Para entender por que o Espírito Santo chegou a esse resultado, é preciso saber que, no sistema proporcional, a eleição ocorre em duas etapas: primeiro, é definido quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito de ocupar no Legislativo. Para chegar a esse número, são somados os votos válidos recebidos por todos os candidatos da legenda e também os votos dados diretamente ao partido.⠀
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