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Reforma

Justiça bloqueia bens de Pezão por irregularidades em obras do Maracanã

Valor do arresto, segundo MP, é de R$ 8,9 milhões

Publicado em 30 de Novembro de 2018 às 09:03

Publicado em 

30 nov 2018 às 09:03
Maracanã foi palco das finais de 50 e 2014 Crédito: Divulgação
A Justiça bloqueou os bens do governador Luiz Fernando Pezão, no valor de R$ 8,9 milhões. A decisão, proferida pela 3ª Vara da Fazenda Pública, não está relacionada com a Operação Boca do Lobo, que prendeu Pezão nesta quinta-feira. A ação, de acordo com o Ministério Público do Estado, tem como base irregularidades envolvendo as obras de reforma do Maracanã.
O MPRJ obteve a liminar, nesta quinta-feira, por meio do procurador-geral de Justiça interino e do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção. A ação contra o governador, por ato de improbidade administrativa, foi ajuizada na última segunda.
Preso na Lava Jato
Agentes da Polícia Federal e procuradores da República voltaram às ruas na manhã desta quinta-feira para cumprir ao menos nove mandados de prisão, cujo principal alvo é o governador Luiz Fernando Pezão, acusado de receber propina milionária.
A ordem para esta nova fase da Lava-Jato foi dada pelo ministro e relator do caso Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também relatou a Operação Quinto do Ouro, que prendeu cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em março do ano passado. O pedido de prisão foi feito pela PF do Rio, com aval da Procuradoria Geral da República (PGR), a um mês do sucessor de Sérgio Cabral terminar o mandato.
Pezão é investigado no STJ, que tem a competência para atuar em crimes envolvendo governadores, por envolvimento na "propinolândia" comandada no estado pelo ex-governador. A operação teve como base a delação do economista Carlos Emanuel Carvalho Miranda, ex-operador de Cabral e delator premiado.
Em sua colaboração à Justiça, Miranda acusa o atual chefe do Executivo de receber do esquema uma mesada de R$ 150 mil de 2007 a 2014. O delator acrescentou que a propina a Pezão, na época vice-governador, incluía décimo terceiro salário e dois bônus, cada qual no valor de R$ 1 milhão, conforme o jornal O GLOBO revelou com exclusividade em 27 de abril deste ano.
Além de Miranda, Pezão ainda foi citado por outros dois delatores que firmaram acordo de colaboração premiada com o STJ: o doleiro Álvaro José Novis e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) Jonas Lopes de Carvalho Filho.

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