Cotados para a disputa eleitoral para prefeito de Colatina em 2024Crédito: Arte Geraldo Neto
A um ano do período para definição dos candidatos que disputarão as Eleições 2024, ao menos cinco nomes se movimentam em Colatina com interesse de concorrer ao cargo de prefeito do município em 6 de outubro de 2024. Oitavo maior colégio eleitoral do Espírito Santo, com 92.470 eleitores, conforme dados de 2023 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Princesa do Norte é o polo do Noroeste capixaba e tem como um dos atrativos ter propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Um dos cotados é o atual prefeito, Guerino Balestrassi (Podemos), que considera a disputa como algo natural, já que a legislação prevê o instituto da reeleição. Os outros quatro nomes são de pessoas que também estiveram pedindo votos nas últimas disputas eleitorais: os ex-deputados estaduais Renzo Vasconcelos (PSD) e Genivaldo Lievore (PT), o contador e segundo colocado na disputa de 2020 para prefeito, Luciano Merlo (PL), e o empresário Vinicius Bragatto (Novo).
Dos cinco, apenas Renzo e Bragatto não concorreram no pleito de 2020, quando 10 nomes disputaram o cargo de prefeito, numa eleição acirrada, definida com uma diferença de apenas 631 votos entre Luciano Merlo e o atual prefeito.
Série eleições 2024: cotados
Esta é a segunda reportagem da série de A Gazeta sobre cotados para as eleições 2024. Até o final de agosto, a cada terça e quinta será publicado um texto com os perfis dos interessados na disputa em um dos 10 maiores colégios eleitorais do Espírito Santo. Além de Vitória e Colatina, estão entre essas cidades, por ordem de eleitorado: Serra, Vila Velha, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Guarapari, São Mateus e Aracruz.
Balestrassi alega que está focado na administração municipal, no momento, mas não esconde que está aberto a conversas sobre 2024. No último pleito municipal, ele e Renzo estavam no mesmo grupo político e, agora, a expectativa nos bastidores é de que sejam protagonistas da disputa do próximo ano na cidade.
"A gente que está no governo se preocupa mais com a gestão. Estamos trabalhando, no sentido de equipe, enquanto o grupo político vai fazer as articulações. Estamos bem animados e coloco meu nome à disposição à reeleição", frisou o prefeito.
Entre os partidos atualmente mais próximos de Balestrassi e que sinalizam a possibilidade de caminhar com ele em 2024 estão PSB, PDT, MDB e Solidariedade, além da sua sigla, o Podemos. O PP e o PT também conversam com o prefeito. "O PT ajuda a gestão. Tenho um diálogo muito bom com eles (do partido). A eleição municipal é diferente da nacional. Os atores dialogam muito mais, independentemente de partido", destaca o prefeito.
Embora confirme seu nome como pré-candidato a prefeito, o ex-deputado e ex-vereador de Colatina Genivaldo Lievore ressalta que o partido realmente está próximo da administração municipal. Ele, inclusive, fez parte dos primeiros meses de gestão como diretor do Sanear (Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental).
"Sou pré-candidato a prefeito de Colatina. Mantenho o meu nome, mas não é a todo custo. Vamos conversar com a federação (PV e PCdoB). Sempre tivemos autonomia para discutir a melhor política de alianças aqui em Colatina", acrescentou Lievore, que é o atual presidente do PT de Colatina.
Os outros três pré-candidatos estão no lado oposto do prefeito. Renzo, que já foi aliado de primeira hora de Balestrassi e incentivador da candidatura dele em 2020, agora é pré-candidatíssimo a adversário do prefeito, até mesmo por questão de sobrevivência eleitoral. "Colatina precisa se desenvolver mais, entrar num novo ciclo", defende o ex-deputado estadual. Ele é herdeiro da família proprietária da Unesc, a qual sempre teve um papel importante no cenário eleitoral local.
Depois de sofrer uma derrota amarga nas eleições 2022, quando obteve mais de 80 mil votos e ficou de fora da Câmara dos Deputados porque o PSC não atingiu o quociente eleitoral, o ex-deputado não perdeu tempo. Saiu do PSC e, após negociações diretas com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, passou a comandar a legenda no Espírito Santo. Junto com a presidência do PSD estadual, veio quase instantaneamente a pré-candidatura a prefeito de Colatina. Em tempo, o PSC também era a legenda de Balestrassi, mas o partido deixou de existir há poucos meses, após o TSE autorizar a incorporação dele ao Podemos.
"Quando perdi a eleição para deputado federal, as pessoas me paravam na rua e diziam: 'não foi para deputado porque você tem que ser nosso prefeito'. A cidade está pedindo (para que seja candidato)", afirma Renzo. Ele tem ao seu lado o Republicanos, partido do ex-prefeito e deputado estadual recordista de votos, Sérgio Meneguelli.
Como presidente estadual do PSD, Renzo mantém diálogo franco com o PL do senador Magno Malta. Mas o presidente municipal do PL é Luciano Merlo, que confirma estar conversando com todos os atores políticos e lideranças de partidos que defendem as mesmas bandeiras que ele, mas garante que o PL terá candidatura própria a prefeito de Colatina.
"Estamos conversando com todos os que defendem as mesmas bandeiras que a gente. Somos conservadores, quem sabe lá na frente a gente não pode caminhar junto? Hoje, não vejo possibilidade de conversar com o prefeito. O PL não abre mão de ser cabeça de chapa", enfatiza Luciano Merlo, que foi o principal adversário de Balestrassi em 2020 concorrendo pelo PP.
Além de dialogar com o PSD, Luciano confirma conversas com o empresário Vinicius Bragatto, que já teve a pré-candidatura a prefeito de Colatina lançada pelo Novo, no início de julho último. Ele migrou para a legenda depois de não conseguir se eleger deputado estadual pelo Solidariedade, em 2022.
Prefeito de Colatina já tem quatro concorrentes na disputa