Após o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), pedir escolta policial ao governo do Estado, em meio a uma tensa briga política com a Câmara municipal, agora são os vereadores que pedem segurança.
Em ofício enviado nesta quinta-feira (04) ao governador Renato Casagrande (PSB) e ao secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, o presidente do Legislativo da Serra, Rodrigo Caldeira (Rede), diz que vereadores são alvo de "ameaças e imputações caluniosas" por parte do prefeito.
O documento relaciona como ameaçados 16 dos 23 parlamentares que votaram pela abertura da CPI da Saúde contra o chefe do Executivo municipal. No ofício, Caldeira fala textualmente em solicitação de "escolta policial aos 16 vereadores ameaçados", sem detalhar quais seriam tais ameaças.
A briga com troca de acusações e pedidos de escolta remete a um passado violento da política da Serra. Há uma série de teorias nos bastidores que podem explicar a crise atual.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que recebeu o ofício do presidente da Câmara e que o pedido escolta está sob análise, assim como o pedido apresentado pelo prefeito.
A secretaria também estuda a oferta de segurança à irmã de Marcos do Val (PPS), senador que recebeu e-mail com ameaça anônima. Do Val acredita que a ameaça tenha sido tentativa de intimidá-lo na relatoria de projeto anticrime no Senado.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA
Os vereadores já registraram boletim de ocorrência acusando o prefeito e o vereador Fábio Duarte (PDT) de caluniá-los. A denúncia foi baseada em um áudio que registra a conversa de ambos. Na gravação, Audifax diz que o grupo de oposição não tem "escrúpulos" e quer usar a CPI da Saúde para afastá-lo.
Além do boletim, os 16 vereadores, individualmente, também pretendem ir à Justiça contra o prefeito e as ações devem ser protocoladas até esta sexta-feira.