Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

STF

Clima inoportuno motivou adiamento sobre prisão após 2ª instância

Analistas da área jurídica consultados pelo Gazeta Online apontam que o Supremo ser alvo de críticas quanto à interferência na Lava Jato é um fator de tensão

Publicado em 05 de Abril de 2019 às 00:08

Natalia Devens

Publicado em 

05 abr 2019 às 00:08
Plenário do STF julgaria ações diretas de constitucionalidade Crédito: Carlos Moura/STF
Adiado nesta quinta-feira (04) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, o julgamento sobre prisão após condenação em segunda instância, previsto para a semana que vem, ocorreria em uma conjuntura muito desfavorável para a Corte, o que pode tê-la motivado a mudar de data. Na avaliação de juristas ouvidos pelo Gazeta Online, Toffoli teria atendido ao pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para evitar que o julgamento ocorresse em um momento que a Corte tem sido alvo de intensas críticas e acusações de estar agindo para esvaziar a Operação Lava Jato.
O julgamento tinha sido marcado em dezembro, com cinco meses de antecedência, após diversas cobranças do relator do tema no Supremo, ministro Marco Aurélio Mello. A data seria 10 de abril. Três ações estavam na pauta do STF da semana que vem: além da ação da OAB, há pedidos dos partidos PCdoB e Patriota. Ambos querem que o Supremo derrube o entendimento que permitiu a prisão após condenação em segunda instância.
Após o adiamento, o presidente do STF, Dias Toffoli, vai definir uma nova data. Ele vai divulgar a pauta de julgamentos do segundo semestre em junho.
Michael Mohallem, coordenador do Centro de Justiça e Sociedade (CJUS) da FGV-Rio
A decisão do STF nessas ações deve ter um caráter mais definitivo e não vai ficar sendo revista com frequência. E para o STF, o momento agora é inoportuno para tomar um posicionamento como esse. Isso porque há menos de um mês, quando houve a decisão de deixar o julgamento de crime de caixa dois com a Justiça Eleitoral, foi alvo de uma série de críticas, de que a Corte seria contra a Lava Jato, que é uma operação bem vista pela sociedade. Se em menos de um mês o Supremo julga a polêmica em torno da prisão após segunda instância e reverte sua tese, seria criticado com intensidade ainda maior, de quem tenta encerrar a operação. Outro ponto é a influência possível no caso do Lula, que está na iminência de ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para o STF, é mais conveniente esperar o STJ se posicionar primeiro sobre seu réu mais famoso. Diante dessas pressões, o Supremo talvez tenderia a não mudar o entendimento atual e definir, de uma vez por todas, a possibilidade de prisão após a segunda instância, que é a tese contrária à defendida pela OAB. É possível que este tenha sido o motivo da iniciativa da entidade, que teve receio de “derrota” devido a conjuntura desfavorável, já que a razão oficial apresentada pela OAB é pouco plausível.
Ricardo Gueiros, professor de Direito Penal da Ufes
Considero que traz um pouco de insegurança jurídica. A decisão que está vigente hoje é adotada somente nos casos concretos. Se o STF julgasse as ações de constitucionalidade, haveria uma decisão em abstrato, com um olhar geral para todos os casos. O problema é que, tudo indica, o resultado deveria ser de 6 votos a 5, para um lado ou para o outro, e quando o Supremo decide por um quórum tão apertado, ainda permanece alguma insegurança. Mas já estamos há muitos anos nessa discussão, ela merecia uma prioridade. Na minha avaliação, tecnicamente a Constituição não deixa brecha a interpretação, e a prisão deveria ocorrer após o trânsito em julgado. No entanto, essa opção do constituinte cria obstáculos para o sistema penal.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Goan Classic 350
Royal Enfield lança Goan Classic 350, Guerrilla 450 Apex e Himalayan 450 Mana Black
Vítima estava caída e ferida em uma ribanceira abaixo de uma ponte.
Adolescente é apreendido suspeito de tentar matar e roubar idoso no ES
Marlon Fred, vereador da Serra
Vereador da Serra é condenado à prisão e à perda do mandato

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados