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Entrega em Vitória

'Treinamento militar me ajudou a ter calma', diz motoboy agredido

Motoboy foi agredido por homem nu durante entrega na Mata da Praia em Vitória

Publicado em 09 de Abril de 2019 às 22:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 abr 2019 às 22:09
Vendedor surta, fica pelado e agride motoboy na Mata da Praia. O vendedor Thallys Augusto Heidimann Plantikow Crédito: Reprodução
Alvo de agressões por parte de um vendedor, 29 anos, na Mata da Praia, em Vitória, o motoboy contou que o treinamento que recebeu no exército o ajudou a manter a calma durante a violência, na noite de domingo (7). O agressor, Thallys Augusto Heidimann Plantikow, estava pelado quando partiu pra cima da vítima e usou um capacete como arma.
"Ele deu sorte que se deparou com um trabalhador na frente dele. Eu já fui militar do Exército por cinco anos, tenho treinamento para manter a calma nas situações mais complicadas, então posso tirar de letra algumas situações que possam vir a acontecer. Se fosse uma pessoa explosiva, iria partir pra cima dele e o teria machucado bastante. Ou se no meu lugar fosse uma pessoa idosa, ele teria machucado", contou o motoboy, que deixou de servir o Exército em 2012.
"VOU MATAR TODO MUNDO"
O motoboy contou que, assim que chegou ao prédio onde faria a entrega, visualizou o suspeito — ainda vestido — conversando uma moça, quem acredita quer ser namorada. "Eu cheguei na residência da cliente e vi um casal conversando normalmente, como um namorado que foi buscar a namorada, no prédio ao lado. Minha cliente desceu e quando saiu na calçada para pegar o lanche, ela disse: 'tem um homem pelado vindo correndo na nossa direção'. Quando eu olhei pro lado, ele já estava desferindo golpes com o capacete", detalhou o motoboy.
VEJA VÍDEO
A vítima disse que não ficou ferida pois conseguiu se desvencilhar dos golpes. "Eu não revidei às agressões pois dava pra perceber que ele não estava normal. Não fui pra cima dele, me defender. Ele gritava 'vou matar todo mundo', depois dizia que ia fazer a gente passar vergonha. A namorada dele pedia para ele parar, mas também tentava se esconder. Às vezes ele parava, dizia que estava desorientado, e voltava a bater de novo. Não fiquei ferido, pois sou alto, conseguia conter. Só a primeira vez que pegou em cheio no meu braço", lembrou o motoboy, que vem trabalhando normalmente desde o dia seguinte à agressão.
Na noite do crime, o motoboy teve que ir para a delegacia após policiais militares deterem Thallys. "Eu preferi chamar a viatura para que eles resolvessem. O policial autorizou que o rapaz tirasse a moto do meio da rua. Ele ligou a moto e fugiu, caindo 100 metros depois, conseguiu levantar a moto e fugiu em direção ao bairro República. Foram necessários uns seis policiais para conter ele, pois tentou arrancar a arma do policial, quebrar o braço do policial, enquanto os policiais tentavam imobilizá-lo, até spray de pimenta usaram. Na delegacia ele continuou dando esses surtos", disse.
INTERNADO
A vítima prestou depoimento no mesmo dia e foi liberada. Já o acusado das agressões, Thallys, segue internado no Hospital São Lucas, em Vitória, devido a lesões que apresenta no corpo. Assim que receber alta será levado para a Delegacia Regional de Vitória, onde prestará depoimento e será autuado pelos crimes cometidos.
Para o motoboy, a situação foi um grande susto. "Uma pessoa normal não iria tirar a roupa. Eu acho que era droga, pois uma pessoa alcoolizada não ficaria em pé. Nunca passei por isso, apesar de já ter presenciado, a gente fica surpreso", desabafou.
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