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Investigação

Suspeitos de aplicar golpe da falsa central bancária são presos no ES

Dois homens e uma mulher foram presos em Viana e Vila Velha, na Grande Vitória, durante uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo em apoio à corporação de Goiás

Publicado em 06 de Agosto de 2026 às 12:31

Publicado em 

06 ago 2026 às 12:31
PCES/Divulgação

Três pessoas foram presas em flagrante na Grande Vitória suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no golpe da falsa central bancária. Segundo a Polícia Civil, o grupo causou um prejuízo de R$ 200 mil a um médico de 74 anos, morador de Goiânia (GO), e atuava em diferentes estados do país.


Os suspeitos — dois homens e uma mulher — foram localizados em Viana e Vila Velha durante uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo em apoio à Polícia Civil de Goiás. De acordo com as investigações, a quadrilha tinha ramificações em estados como Goiás e São Paulo. As identidades dos presos não foram divulgadas oficialmente pela corporação.

Como o golpe foi aplicado

Segundo o o chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade, um dos integrantes entrou em contato com o médico se passando por gerente de banco e informou que havia transferências agendadas sem autorização. Para impedir as supostas movimentações, o médico foi orientado a acessar links enviados pelos criminosos, o que permitiu a realização das fraudes.


O crime ocorreu em 23 de julho e foi denunciado dias depois à Polícia Civil de Goiás. Durante a apuração, os investigadores descobriram que parte do dinheiro havia sido transferida para a conta de uma empresa ligada a uma mulher de 23 anos, identificada como Riany Ewald. Ela é moradora de Viana, o que levou ao pedido de apoio à Polícia Civil capixaba.


“Ao chegar no endereço que seria da beneficiária, nos deparamos com uma loja de óculos, onde nos foi informado que ela era funcionária. A gerente e outras funcionárias sabiam que ela aplicava golpes, mas ela não trabalhava mais lá. Ao investigar com outros conhecidos, identificamos que ela estava na casa da avó e ela confessou os fatos ao ser abordada (no local)”, relatou o delegado.

Confissão e mais prisões

Segundo Brenno, durante a conversa com os policiais, Riany disse que utilizava a própria conta bancária para receber parte dos valores desviados. Ela confessou o esquema e informou que recebia uma comissão para ceder a conta, além de indicar os responsáveis pelo recrutamento de novos participantes. O valor recebido seria entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, no entanto, essa informação ainda será apurada.


Riany também revelou que um dos recrutadores, identificado como Michael Arcanjo Goedert Mais, de 24 anos, tinha vindo de Santa Catarina para tratar sobre o golpe e indicou o endereço em que ele estaria, em Itaparica, Vila Velha.


Uma equipe da DRCC foi até o local, onde encontrou também um segundo homem, morador da Serra, identificado como Renato Marcelino Cazaroto, de 42 anos, que tinha envolvimento no golpe.“Eles confessaram o crime e contaram que estavam aqui para tentar outra conta laranja. Esse da Serra tinha 11 passagens por diversos crimes, sendo um deles por estelionato”, frisou o delegado.


Os presos foram autuados por estelionato, fraude eletrônica, sucessão criminosa e lavagem de capitais (dinheiro) e encaminhados ao sistema prisional. As prisões foram mantidas na audiência de custódia, apesar de habeas corpus terem sido solicitados.

Investigações continuam

As investigações agora continuam a fim de identificar outros envolvidos. De acordo com o adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Ícaro Olimpio, o grupo descoberto pela polícia é maior do que o esperado.


“Eles eram recrutados (inicialmente) apenas para ceder a conta e depois viram recrutadores de mais pessoas para cederem as contas. Ela (Riany) disse que estava há menos de dois meses atuando nesse esquema, mas há envolvimento de outras pessoas. A mulher disse que os recrutadores sempre falaram de pessoas do Rio de Janeiro.”


A reportagem tenta localizar a defesa dos suspeitos. O canal segue aberto para manifestação.

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