O corpo de um homem com sinais de tortura foi encontrado no dia 3 de outubro de 2025, na região do Tanque, em Morada de Bethânia, Viana. A vítima era Gabriel Bandeira, de 36 anos, morador de Castelo Branco, em Cariacica. Segundo a Polícia Civil, o entregador foi assassinado após uma mulher que se apresentava como pastora afirmar à irmã dele que ele teria abusado da própria sobrinha, de 4 anos.
A acusação, no entanto, nunca foi confirmada. Ainda assim, a irmã e um sobrinho da vítima teriam encomendado o crime a um chefe do tráfico de drogas da região, Julio Alvarenga, conhecido como “Malvadão”, que está preso.
"Essa notícia desse suposto abuso teria vindo através de uma pseudo-revelação de uma pessoa que se autointitula como pastora. Ela relatou à família que teria tido um sonho, tratado como uma revelação divinaa", disse a delegada Suzana Garcia, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana.
De acordo com as investigações, após receberem a informação, mesmo sem qualquer confirmação, os familiares procuraram Julio, apontado como líder do tráfico nos bairros Castelo Branco e Rio Marinho, em Cariacica. Na madrugada do dia 1º de outubro de 2025, Gabriel teve a casa invadida, foi sequestrado, torturado e assassinado. O corpo foi abandonado em uma área de mata, em Viana.
A delegada destacou que a vítima não tinha histórico criminal e que a polícia não encontrou qualquer evidência que confirmasse a acusação. Gabriel também não teve a oportunidade de se defender.
Suspeito ostentava armas nas redes sociais
Apontado como responsável pela execução, Julio costumava ostentar armas de fogo nas redes sociais, conforme mostram imagens divulgadas pela Polícia Civil (veja acima). Ele foi preso durante o cumprimento de medidas cautelares. Na ação, foram apreendidos carregadores, arma de fogo, munições, balaclava, coldre, aparelhos celulares e anotações relacionadas ao tráfico de drogas.
No dia do crime, um adolescente acompanhou Julio. Segundo a Polícia Civil, ele foi identificado e também responde pelo ato. A irmã e o sobrinho de Gabriel, apontados como mandantes do homicídio, foram indiciados e respondem ao processo em liberdade.
"Esses dois familiares foram indicados por participação no homicídio da vítima, e responderão ao processo até que surja uma alteração que justifique uma medida cautelar, que vai ficar agora a cargo de avaliação do Ministério Público do Estado", finalizou a delegada.