Um soldado da Polícia Militar, de 29 anos, foi preso por perseguir a ex-namorada, que também é militar, na última terça-feira (15), em Vila Velha. O homem foi até o trabalho da vítima, no 4º Batalhão, no bairro Ibes, e estacionou o carro de forma a bloquear a saída do veículo dela. A mulher, de 31 anos, pediu ajuda aos colegas, e o suspeito foi conduzido à delegacia.
Segundo o relato da vítima, ela estava saindo do serviço quando pediu que um cabo a acompanhasse até o local onde havia estacionado o carro. A soldado disse que já estava receosa porque acreditava estar sendo perseguida pelo ex-namorado.
O militar estava dentro do próprio veículo e, segundo a ocorrência, impedia a saída do carro da ex. Ele afirmou aos policiais que não estava armado e que havia ido ao local para pedir esclarecimentos sobre o término do relacionamento e entregar um presente à mulher.
A vítima contou que manteve um relacionamento com o militar por dois anos e que os dois terminaram há cerca de três meses. Desde então, segundo ela, o ex tentou entrar em contato por redes sociais, e-mail e até por meio de mensagens enviadas via Pix.
A soldado também relatou aos colegas que nunca havia sofrido violência durante o relacionamento, mas que passou a se sentir ameaçada e temer pela própria integridade física após o término.
O militar foi levado para a Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuado por perseguição contra mulher por razões do sexo feminino, no contexto da Lei Maria da Penha. Uma fiança foi fixada em R$ 3 mil.
Segundo a Polícia Civil, o soldado não pagou o valor e foi conduzido ao presídio militar, anexo ao Quartel da Polícia Militar, em Vitória, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O nome do policial não é divulgado para preservar a identidade da vítima.
A reportagem de A Gazeta perguntou à Polícia Militar se a corporação vai abrir algum procedimento para apurar a conduta do soldado. Em nota, a Corregedoria informou que adotou todas as providências iniciais cabíveis, incluindo a prisão do militar, sua condução à Delegacia Regional de Vila Velha e, após a autuação em flagrante delito, ao Presídio Militar.
"A Corregedoria da PMES tem ciência dos fatos e colabora com as investigações decorrentes do caso, que serão conduzidas sob sigilo, em razão da natureza dos fatos. A PMES adotará as medidas cabíveis para a completa apuração dos fatos, bem como para garantir o amparo e a proteção da vítima", finalizou a corporação.