A transferência de Gustavo Simonassi, 22 anos, para o Centro de Triagem foi marcada por confusão no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, na manhã desta segunda-feira (2). Familiares do jovem tentaram impedir que as equipes da imprensa filmassem ou o fotografassem no camburão. Na saída do exame de corpo de delito, inclusive, o rapaz gritava que o que ele fez foi para se defender, e, indignada, a mãe de Gustavo, a empresária Erika Simonassi, tentou agredir um repórter da TV Capixaba e de outras emissoras que estavam no local fazendo a cobertura do caso, inclusive coagindo os jornalistas com ameaças de processo.
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O REPÚDIO DO SINDIJORNALISTAS NA ÍNTEGRA
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Espírito Santo repudia a atitude de familiares de Gustavo Simonassi que, durante sua transferência para o Centro de Triagem, no Departamento Médico Legal (DML) agrediram verbalmente e fisicamente trabalhadores da imprensa capixaba.
Entre os jornalistas atingidos estavam a repórter Rafaela Freitas da TV Vitória e o diretor do Sindijornalistas e repórter da TV Capixaba, Getúlio Costa, que foi empurrado pela mãe de Gustavo quando tentava esconder o rosto do filho.
Gustavo foi autuado por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, disparo em via pública, dano ao cofre de viatura e posse de droga para uso pessoal, após se envolver em um acidente de trânsito na tarde deste domingo (01) e atirado contra populares ao sair do veículo depois de capotar o carro.
O Sindijornalistas lamenta o ocorrido e se coloca à disposição dos jornalistas atingidos para que todas as providências legais sejam tomadas. Atentar contra o trabalho da imprensa é atentar contra a sociedade.
'ELE NÃO É BANDIDO'
Após o episódio, a empresária entrou em contato com a redação do Gazeta Online e disse que o filho atirou no administrador por medo de ser agredido.
Gustavo foi transferido para o presídio por volta das 9 horas, após passar a noite na Divisão de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP), para onde foi levado após ser preso em flagrante por atirar em um administrador, depois de se envolver em um acidente de trânsito no bairro Jardim da Penha, na tarde de domingo.
Ele prestou depoimento logo depois de deixar o Hospital São Lucas e de acordo com a Polícia Civil foi autuado por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, disparo em via pública, dano e posse de droga para uso pessoal. Entretanto, a polícia não informou o que o jovem alegou em depoimento.
O CASO
Gustavo foi preso em flagrante por se envolver em um acidente de trânsito e de atirar em um homem que tentou socorrê-lo na tarde de domingo. Segundo a Polícia Militar, antes de capotar com o carro que dirigia, o jovem bateu em três veículos na Rua Amélia Tartuce Nasser.
Em um dos veículos, um Chevrolet Tracker, branco, estava o administrador Plínio Ceolin Filho, 38 anos. O carro era conduzido pela esposa dele. Após a batida, o casal, que estava com a filha de 5 anos no veículo, seguiu atrás do carro de Gustavo na tentativa de anotar a placa do veículo.
Durante a perseguição, eles presenciaram o acidente e o administrador desceu do carro na tentativa de ajudar. De acordo com testemunhas, Gustavo já saiu do veículo atirando contra Plínio. Foram diversos disparos, mas apenas um atingiu a vítima, que ficou ferida na coxa
Plínio foi socorrido para um hospital particular de Vitória, onde foi medicado e teve alta. Em seguida ele prestou depoimento na DHPP.
DROGA
Segundo a PM, uma pistola calibre 380 e uma bucha de maconha foram apreendidas com Gustavo. Ainda de acordo com a PM, o rapaz não tem porte de arma. Ele fez o teste do bafômetro, que deu negativo para o uso de bebida alcoólica.
De acordo com a PM, Gustavo já tem passagem na polícia por tentativa de homicídio, disparo em via pública e duas vezes por lesão corporal. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.