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Em Jardim Camburi

Que fim levou o caso do diplomata espanhol acusado de matar a esposa?

Jesús Figón agora vive na Espanha e aguarda julgamento em liberdade. Cabeleireira foi morta em 2015, dentro do apartamento onde morava

Publicado em 10 de Julho de 2018 às 17:02

Barbara Oliveira

Publicado em 

10 jul 2018 às 17:02
Jesús Figón está morando na Espanha desde dezembro do ano passado Crédito: Carlos Alberto Silva
Acusado de matar a esposa dentro do apartamento do casal em Jardim Camburi, Vitória, em maio de 2015, o diplomata espanhol Jesús Figón está morando na Espanha desde dezembro do ano passado. Aposentado, Figón aguarda em liberdade o julgamento do caso no Espírito Santo, que ainda não tem data prevista para acontecer.
Em dezembro do ano passado, o diplomata ganhou na Justiça o direito de voltar para a Espanha. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) cassou a determinação que obrigava o diplomata a ficar no Brasil até o final do processo, e desde então ele vive fora do país.
"Ele retornou para a Espanha em dezembro e continua lá. Passou Natal e Ano Novo lá, tem endereço fixo informado na Justiça. Hoje ele é aposentado da polícia espanhola. Ele era um policial cedido à embaixada, e hoje exerce cargo de consultoria para embaixada espanhola", relatou Jovacy Peter Filho , advogado de Figón.
DEFESA DIZ QUE MULHER COMETEU SUICÍDIO
Na época do crime, Figón chegou a confessar que matou a esposa, a cabeleireira Rosemary Justino Lopes, de 56 anos, em legítima defesa. O casal teria discutido e Rosemary teria pegado uma faca para atingir o marido, momento em que ele tomou a faca e a acertou.
O diplomata foi indiciado pelo crime de feminicídio e deve ir à júri popular. A defesa, no entanto, tenta um último recurso e alega que Figón não matou a esposa. Rosemary Justino Lopes teria tirado a própria vida.
"Há um recurso pendente no tribunal. A alegação da defesa é de que não houve autoria. Infelizmente a ex-mulher sofria de vários transtornos psicológicos, já havia tentado se suicidar várias vezes. Os primeiros depoimentos dele (Figón) foram sem a presença de um tradutor e isso gerou um problema de interpretação. Da boca dele não saiu absolutamente nada, não houve homicídio nos termos do que foi apontado pelo Ministério Público", explicou Jovacy Peter Filho.
Apesar de incomum, o advogado acredita que é possível reverter a decisão que prevê o julgamento do caso em júri popular.
"É possível reverter, embora não seja comum. Mas ainda que vá a júri popular, a gente está muito confiante. Ela era, infelizmente, uma pessoa com muitos transtornos. De forma alguma seria do perfil dele praticar o ato como está sendo apontado pelo Ministério Público", assegurou.
O julgamento será no Espírito Santo, mas ainda não tem data marcada. Entretanto, caso seja condenado, em respeito a legislação internacional, o diplomata vai cumprir a pena na Espanha.
O CRIME
O ex-Conselheiro de Interior da Embaixada da Espanha no Brasil, Jesús Figón Leo é acusado de matar a esposa Rosemary Justino Lopes, de 56 anos, dentro do apartamento do casal, em Jardim Camburi, Vitória. Ele se apresentou espontaneamente à polícia e contou que matou a mulher após uma discussão durante a madrugada.
Eles eram casados há quase trinta anos. Ele trabalhava na Embaixada da Espanha, em Brasília, mas passava alguns dias na residência que tinha com a esposa em Vitória. Ela era capixaba. O delegado responsável pelo caso explicou que estava em casa quando recebeu a ligação de um delegado aposentado, que é amigo de Jesús, relatando o homicídio.
“Esse delegado recebeu um telefonema de Jesus em que ele contava que tinha matado a mulher. De imediato, esse delegado fez contato com um advogado e ambos foram até a casa de Jesus verificar. Chegando ao local, ele adentrou ao imóvel, verificou a presença de um corpo, e me telefonou dizendo que estava indo para a delegacia”, disse Adroaldo.
À polícia, Jesus alegou que a esposa sofria de depressão e era alcoólatra. “No dia de ontem (ocasião da data do crime) ela teria feito excessiva ingestão de bebida alcoólica e durante a madrugada eles tiveram uma briga. Ela pegou uma faca para atacá-lo, ele tomou a faca e efetuou os golpes”, disse o delegado na época.
O juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanchez, foi quem decidiu pelo júri popular. Mesmo assim, o acusado permanecerá em liberdade, porque de acordo com Sanchez, não existem motivos concretos para a decretação de prisão cautelar.
Na decisão, o juiz entendeu que existem elementos suficientes para demonstrar que o réu é o principal suspeito de ter desferido golpes de faca contra a vítima no dia dos fatos apresentados na denúncia.

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