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Diário Oficial

Publicado afastamento de policiais envolvidos em confusão em Vitória

Segundo consta na publicação, eles foram afastados para garantir que os envolvidos não tenham interferência na 'elucidação de fatos

Publicado em 27 de Novembro de 2019 às 13:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 nov 2019 às 13:58
Confusão na Reta da Penha, envolvendo policiais civis Crédito: Reprodução
A Polícia Civil do Espírito Santo publicou no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (27) o afastamento dos investigadores Mitri Guedes Paranhos e Luciana Maria de Souza,  que se envolveram em uma discussão com um funcionário dos Correios na Reta da Penha. A medida já havia sido anunciada na terça-feira (26) pelo delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, em entrevista à TV Gazeta.
A instrução de serviço que determina o afastamento foi assinada pelo próprio delegado-geral. Segundo consta na publicação, eles foram afastados para garantir que os envolvidos não tenham interferência na "elucidação de fatos havidos como transgressão que lhe sejam imputados", para "manter a hierarquia e a disciplina' e para garantir a " paz pública e a credibilidade da sociedade civil na Instituição Policial Civil”. Os dois, mesmo afastados, continuam recebendo salário. 
A confusão aconteceu em meio a uma manifestação realizada pelos próprios policiais, na Reta da Penha. Em um vídeo (veja abaixo), que viralizou nas redes sociais, os policiais (um homem e uma mulher) aparecem gritando com o funcionário dos Correios, que está em uma moto. Em um momento, a policial civil percebe que está sendo filmada e vai para cima de um motoboy que filma toda a situação.

OUTRO LADO

A Corregedoria da Polícia Civil abriu um procedimento para apurar a conduta dos policiais. Em nota, a Associação dos Investigadores de Polícia do Espírito Santo e o Sindicato dos Investigadores do Estado repudiaram a decisão da Polícia, chamando o afastamento de açodado, precipitado e contrário aos "preceitos legais e constitucionais por parte da Chefia de Polícia Civil". As entidades afirmam que o funcionário dos Correios, que estava em uma moto, teria quase atropelado uma policial que participava da manifestação.
Para as entidades, a chefia de polícia agiu de forma parcial e desconsiderou provas testemunhais ao determinar o afastamento imediado dos policiais.

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