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Publicado em 2 de janeiro de 2025 às 13:00
Três jovens, dois de 18 e um de 19 anos, foram presos pela Polícia Civil suspeitos de abusar sexualmente de adolescentes, entre 13 e 18 anos, em um esquema que usava a religião para ameaçar as vítimas. As prisões foram realizadas no dia 23 de dezembro, mas detalhes sobre o caso foram divulgados nesta quinta-feira (2), durante coletiva de imprensa. >
Até o momento, nove vítimas foram identificadas, e as investigações apontam que os crimes ocorriam em encontros organizados por eles, fora da igreja, no município de Cariacica. A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia para proteção das vítimas. >
De acordo com a adjunta da DPCA, delegada Gabriella Zaché, os jovens frequentavam igrejas evangélicas em Cariacica, onde ganhavam a confiança das famílias e dos adolescentes por meio de pregações e grupos de oração. >
Uma vez inseridos nesse contexto, formaram grupos com jovens de 13 a 18 anos. Um dos suspeitos dizia estar possuído por entidades malignas e, sob ameaças de violência, obrigava as vítimas a manter relações sexuais com ele, sob a justificativa de "sacrifícios" necessários para "purificação".>
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Delegada Gabriella Zaché
Adjunta da DPCAAs famílias começaram a suspeitar quando perceberam mudanças de comportamento nas vítimas, que, segundo a PC, antes eram descritas como tranquilas e religiosas. Ao analisarem conversas em aplicativos de mensagens, os pais descobriram os abusos e procuraram a polícia. Segundo a delegada, os suspeitos também pediam fotos íntimas das vítimas e incentivavam automutilação como "punições".>
Inicialmente, apenas dois suspeitos eram investigados, mas, no decorrer das investigações, foi identificado um terceiro envolvido, de 18 anos, além de uma adolescente de 17 anos que atuava como cúmplice. A jovem chegou a convidar vítimas para os encontros e ocultar as práticas criminosas. Apesar disso, a Justiça decidiu por sua liberação. Os suspeitos foram presos em 23 de dezembro, após a decretação de prisões preventivas.>
De acordo com a titular da DPCA, delegada Thais Cruz, todas as vítimas estão recebendo acompanhamento psicossocial. "A DPCA atua, também, na esfera social. Nós temos uma equipe multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais. Vítimas e parentes vão receber apoio", disse a delegada. >
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