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Justiça autorizou

Policial preso é liberado para fazer concurso de delegado no ES

Johnny Cau Pereira e outros dois policiais civis foram presos em 2017 por tráfico de drogas e associação ao tráfico

Publicado em 23 de Setembro de 2019 às 18:53

Publicado em 

23 set 2019 às 18:53
Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Crédito: Reprodução/ TV Gazeta
Um soldado da Polícia Militar, condenado pela Justiça por tráfico de drogas e associação ao tráfico com outros dois policiais civis, deixou a prisão, neste domingo (22), para participar da segunda etapa do concurso público para delegado da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).
A prisão dos três policiais foi realizada pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten) durante uma operação que apurava tráfico de drogas em Carapebus, na Serra, região da Grande Vitória, em 2017. Ao todo, foram apreendidos 369 kg de maconha em 331 tabletes. A droga estava em um carro que era escoltado por um veículo que pertencia ao PM.
Policial preso é liberado para fazer concurso de delegado no ES
A autorização para Johnny fazer a prova discursiva do concurso foi do desembargador Adalto Dias Tristão, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Durante as 5 horas de aplicação do exame, o policial foi escoltado por policiais militares. Johnny já havia deixado a prisão anteriormente, para fazer a primeira prova do concurso para delegado.
Policiais foram detidos com 350 kg de maconha no Espírito Santo Crédito: Arquivo
CONDENAÇÃO
O policial foi condenado por tráfico de drogas e associação ao tráfico em primeira instância. Ele recorre da decisão.
Ao liberá-lo para a realização da prova, o desembargador afirmou que "caso o réu venha a ser absolvido no recurso, haverá prejuízo irreparável em razão da não autorização de saída do mesmo para realização da prova".
OUTRO CONCURSO
Além do concurso para delegado, Johnny também saiu da prisão em março deste ano para fazer concurso para outra área da Polícia Civil.
OUTRO LADO 
O advogado de Jhonny, David Metzker, explicou que o policial não foi desligado pela corporação e que o caso ainda não transitou em julgado na Justiça e na Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com o advogado, o policial disse que foi ao local a convite de um dos policiais civis que teriam recebido uma informação sobre a chegada de uma grande quantidade de droga no Espírito Santo.
Segundo Metzker, os policiais encontraram a droga e não tinham informado ao Ciodes. Por isso, o delegado do caso entendeu que eles estavam no local para pegar a droga e não para apreendê-la. A juíza teve o mesmo entendimento e condenou os policiais a 15 anos de prisão.
O advogado, no entanto, disse que o depoimento de um informante que confirmava a versão dos policiais não foi anexado ao processo no cartório antes do julgamento, sendo feito após a sentença da juíza.
Por isso, Metzker entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) e com um recurso no TJES.
O QUE DIZ A PM
A Polícia Militar informa que Johnny Cau Pereira continua detido no presídio do Quartel do Comando-Geral da Corporação, em Maruípe. Ele responde a processo administrativo disciplinar por rito ordinário (PAD-RO) e está em processo demissionário, ainda em andamento.
Em 2018, após condenação na Justiça, foi determinada a perda da função pública por parte do militar. Porém, a defesa entrou com recurso, que ainda aguarda julgamento, suspendendo a sentença anterior em primeira instância.
A PM ressalta que cumpriu decisão judicial ao realizar a escolta do soldado até o local do concurso, para realização de prova. A reportagem não obteve informações sobre saída de Johnny da prisão para a fase anterior do certame e para o outro concurso.

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