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“Matar ou morrer”

Policial civil é preso após ameaçar esposa e dizer que atiraria em PMs no ES

Policiais militares foram acionados após ameaças do homem à mulher, na madrugada desta quarta-feira (21); policial civil disse que atiraria, caso os PMs entrassem no apartamento dele

Publicado em 21 de Junho de 2023 às 11:28

Vinicius Zagoto

Publicado em 

21 jun 2023 às 11:28
Erildo Antônio Rossi, de 60 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (21), suspeito de ameaçar matar a mulher
Erildo Antônio Rossi, de 60 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (21), suspeito de ameaçar matar a mulher Crédito: Fernando Estevão
Um policial civil, identificado como Erildo Antônio Rossi, de 60 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (21), suspeito de ameaçar matar a mulher após uma discussão e, depois, dizer que atiraria nos policiais militares acionados para irem até o prédio onde o casal mora em Itapuã, Vila Velha, caso eles entrassem no apartamento dele.
O boletim de ocorrência narra que a ameaça a mulher ocorreu após uma discussão do casal. “Quer ver eu te matar agora?”, teria dito o policial civil. Segundo a Polícia Militar, ele estava visivelmente embriagado.
Logo depois, ele foi até um guarda-roupa no quarto do casal, onde uma arma estaria guardada, mas não a encontrou. Momentos antes, a esposa dele havia colocado o armamento em outro local, para que o marido não pegasse.
Como não encontrou a arma no armário, o policial foi até a sala procurar uma segunda. Nesse momento, a mulher aproveitou e fugiu junto com o filho do apartamento.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar no edifício, solicitou que algum policial civil acompanhasse a ocorrência, sendo informada que a síndica do prédio era da Polícia Civil e acompanharia a ação dos militares.
Os agentes prosseguiram até o apartamento onde Erildo vivia com a esposa. O policial abriu a porta e, ao ver a Polícia Militar, teria gritado “Vou pegar minha arma e se alguém entrar eu vou matar”.
Os policiais recuaram no corredor do prédio com o auxílio de um escudo e se abrigaram na área dos elevadores. Consta no boletim de ocorrência que Erildo saiu do apartamento e começou a esbravejar contra os militares, afirmando que, quem entrasse na residência dele, seria morto.
Erildo então deixou o primeiro armamento no chão, dizendo que voltaria ao apartamento e, se os militares avançassem além do meio do corredor e chegassem perto da porta, ele pegaria a outra arma e dispararia, alegando que era “matar ou morrer”.
A síndica do prédio e policial civil então começou a dialogar com Erildo via telefone e pediu para que ele se acalmasse.
Erildo então saiu do apartamento com a arma na cintura. Os militares pediram para que ele deixasse o armamento dentro da residência e, depois de muita resistência, ele aceitou.
Em nota, a Polícia Militar afirmou apenas que o policial civil foi conduzido para o Plantão Especializado da Mulher, junto com as armas apreendidas.

Vai ser investigado 

Também em nota, a Polícia Civil informou que o policial civil, de 60 anos, conduzido à Delegacia de Plantão Especial da Mulher da Região Metropolitana (PEM), foi autuado em flagrante por injúria e ameaça, na forma da lei Maria da Penha, e resistência à ação policial.
Como a soma das penas não ultrapassa quatro anos, ele teve fiança arbitrada na esfera policial. Ele foi liberado para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança arbitrada pelo delegado da Central de Teleflagrante. A Corregedoria da Polícia Civil irá instaurar uma Investigação Sumária (IS) para analisar o caso no âmbito administrativo.

O que diz o citado 

Em entrevista à TV Gazeta, o advogado Rafael Sartório, da Polícia Civil, afirmou que houve uma discussão entre marido e mulher.
"No contexto familiar, isso se acalorou e chegou onde chegou, na prisão do policial civil. Não houve nenhum tipo de agressão física e, por esse motivo, o delegado arbitrou a fiança. Ele está saindo sob fiança, do resto, vamos ter que aguardar a conclusão do inquérito e, posteriomente, trabalhar com a defesa, com o contraditório, dentro do processo judicial", declarou.
Sob as ameaças de atirar nos policiais militares, o advogado disse que "esses tipos de depoimentos, nós só podemos falar sob  crivo do contraditório e da ampla da defesa. É prematuro a gente atribuir mérito a esses depoimentos", finalizou.
Segundo o advogado, o policial pagou fiança de R$ 2,5 mil e foi liberado para responder em liberdade. 

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