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Policiais são recebidos a tiros durante operação no Complexo da Penha

Policiais civis e militares executam a 2ª fase da Operação Leviatã, que cumpre mandados de busca e apreensão em Vitória e na Serra

Polícia caça traficantes em megaoperação no Complexo da Penha. Crédito: Caique Verli
Polícia caça traficantes em megaoperação no Complexo da Penha. Crédito: Caique Verli

Policiais militares e civis que participam de uma megaoperação para prender traficantes que atuam no Complexo da Penha, em Vitória, foram recebidos a tiros na manhã desta quarta-feira (02). O confronto aconteceu em uma região de mata do Bairro da Penha.

Um grupo de policiais envolvidos na operação visualizou pelo menos três suspeitos na parte mais alta do morro. Quando cerca de 12 agentes perseguiam os criminosos, foram recebidos a tiros. Os policiais revidaram, mas ninguém ficou ferido. Os suspeitos fugiram. 

OPERAÇÃO LEVIATÃ

As polícias Civil e Militar realizam uma megaoperação no Complexo da Penha, em Vitória, e na Serra, na manhã desta quarta-feira (02), para prender traficantes e criminosos com envolvimento em homicídios no Espírito Santo. A operação Leviatã II visa o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão referentes às investigações de ataques que ocorreram a mando dos líderes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), que controla o tráfico de drogas nos bairros da Penha, Bonfim, São Benedito, Consolação, Itararé e Gurigica.

De acordo com a polícia, o PCV é liderado por Carlos Alberto Furtado da Silva, o Beto, que está preso na Penitenciária de Segurança Máxima II, em Viana. Detido desde 2013, Beto lidera a organização criminosa que domina o Complexo da Penha.

As investigações apontam que, do lado de fora, a facção está sob o comando de Fernando Moraes Pereira, o Marujo, de 26 anos. Assim como Marujo, os comparsas Geovani Andrade Bento, o Vaninho, 24, Jaderson Barbosa Alves, o Mala Velha, 29, e Carlos André Mendonça de Jesus, André Capeta, 20, tem mandado de prisão expedidos pela Justiça.

CAÇA AOS LÍDERES

Marujo e Vaninho são apontados como responsáveis pelo ataque a uma empresa que fornece alimentos para os presídios, em Cariacica, em fevereiro; a um coletivo, incendiado em Nova Almeida, na Serra; e ao veículo incendiado da reportagem de uma rede de televisão, no dia da operação Leviatã I; além do incêndio a residências no morro da Piedade, em junho.

A primeira fase da operação Leviatã aconteceu durante uma semana de junho e resultou em sete suspeitos detidos e um adolescente apreendido, cerca de 50 kg de entorpecentes, sete armas - entre elas, um fuzil calibre 556, 855 munições, 14 balanças de precisão, 66 aparelhos celulares, 4 bombas de fabricação caseira e R$ 2.375, em espécie.

A operação do Departamento Especializado de Investigação Criminal (DEIC), que contou com apoio da Polícia Militar, visou cumprir 29 mandados de busca e apreensão de pessoas suspeitas de armazenar armas, munições, drogas e até bombas de fabricação caseira para traficantes do Bairro da Penha. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Vitória, Serra, Cariacica e Viana.

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