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Combate ao crime

Polícia atrás líder de gangues que tem 16 mandados de prisão pendentes

Informações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, apontam que Catraca atua nos bairros Ulisses Guimarães e 23 de Maio, ambos no município

Publicado em 04 de Agosto de 2019 às 20:52

Isaac Ribeiro

Publicado em 

04 ago 2019 às 20:52
Considerado foragido da Justiça há pelo menos três anos, Samuel Gonçalves Rodrigues, o Catraca, de 27 anos, possui 16 mandados de prisão preventiva pendentes. De acordo com a Polícia Civil, ele é investigado por liderar gangues de traficantes de drogas e por envolvimento em assassinatos em Vila Velha.
Samuel Gonçalves Rodrigues, o Catraca Crédito: Divulgação/Polícia Civil
Informações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, apontam que Catraca atua nos bairros Ulisses Guimarães e 23 de Maio, ambos no município. Investigações apontam que o criminoso capixaba teria se tornado membro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.
O delegado
Gianno Trindade
, titular da DHPP, informou que
Catraca
já foi preso por porte ilegal de arma de fogo e por envolvimento em homicídios. Atualmente, segundo a polícia, Catraca comanda a Gangue da Pracinha, no bairro Ulisses Guimarães, e também o tráfico em 23 de Maio.
“A maioria dos conflitos naquela área ocorrem por causa da disputa por territórios. Identificamos esses criminosos e trabalhamos para que sejam localizados e presos”, afirma. De acordo com a polícia, Catraca disputa território com traficantes das Gangues da Carroça e do Beco, em Ulisses Guimarães. Segundo Trindade, Catraca é responsável por articular a expansão do território dominado pelos soldados do tráficos.
“O Catraca ordena expulsão de pessoas de determinadas áreas, determina ataques e faz coligação com traficantes de outros bairros como Ilha da Conceição. Ele é um sujeito extremamente perigoso e tem envolvimento em vários homicídios. A prisão dele é muito importante”, afirma Trindade.
Samuel Gonçalves Rodrigues, o Catraca Crédito: Divulgação/Polícia Civil
O delegado explicou que o trabalho da investigação também está direcionado na identificação e responsabilização dos criminosos indicados como mandantes dos crimes.
“A polícia percebeu que não adianta só responsabilizar os autores dos crimes, que é quem puxa o gatilho, por exemplo. Buscamos responsabilizar o chefe do tráfico porque é ele quem está na cadeia de comando principal e coordena todas as ações. Os líderes são os donos das armas de fogo, dos telefones de celular do movimento, obtém os lucros e infelizmente, são os que mais tem benefícios com as mortes”, pontua.

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