Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Atentado em Aracruz

“Perdi minha filha para o ódio”, diz mãe de menina morta em ataque a escolas

Menina morta em ataque a escolas em Aracruz tinha 12 anos e estudava no 6° ano do Centro Educacional Coqueiral. Família mudaria de Estado em poucas semanas

Publicado em 26 de Novembro de 2022 às 15:40

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 nov 2022 às 15:40
Thais Sagrillo Zucoloto mãe de Selena Zucoloto
Thais Sagrillo Zucoloto mãe de Selena Sagrillo Crédito: Reprodução TV Gazeta
Aos prantos, Thais Sagrillo Zucoloto, a mãe de Selena Sagrillo, de 12 anos, morta no ataque às escolas em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, disse que perdeu a filha para o ódio. Selena estava no 6º ano e estudava em uma escola particular que foi invadida por um atirador na sexta-feira (25).
"A minha filha sempre foi luz e amor, e eu perdi a minha filha para o ódio"
Thais Sagrillo Zucoloto - Mãe de Selena Sagrillo
A mãe contou que a menina estudava seus últimos dias na unidade, porque iria se mudar para a Bahia com a família. Thais não estava no Estado no dia do crime.
"Não sei como eu vou seguir sem ela. Perder um filho é uma dor que ninguém está preparado. Nenhuma mãe, nenhum pai. Só Deus pra me dizer como eu vou seguir de agora em diante", desabafou a mãe de Selena.
O corpo da vítima foi velado neste sábado (26) na cidade. A cerimônia foi marcada por comoção de amigos, familiares e moradores que se chocaram com o crime.
Durante a noite, populares acenderam velas e colocaram flores e cartazes em homenagem às vítimas em frente as escolas Primo Bitti e Centro Educacional Coqueiral, onde Selena estudava. O corpo da menina chegou ainda durante a madrugada na capela mortuária de Coqueiral de Aracruz.
A empresária Tamiris Fanttini Sagrillo, tia de Selena, foi a primeira pessoa da família a chegar à escola após o ataque. Do portão, ela gritava por respostas. Agora ela clama por justiça.
"Quero agradecer principalmente a ação da polícia, por ter agido tão rápido e ter prendido o sujeito, e só quero pedir justiça pela minha sobrinha que é tão amada. A dor que ele causou ele tem que pagar", falou a tia de Selena.
O bairro Coqueiral é conhecido pela tranquilidade. Moradores que vivem na região há décadas relataram que chegam a ficar em casa com portas abertas, mas que viram a tranquilidade ser interrompida por momentos de terror nesta sexta.
"A gente vê na televisão mas a gente nunca acha que vai acontecer no lugar que a gente mora. A comunidade tá toda comovida, eu nem sei nem o que dizer, gente, porque é muito triste", disse a executiva de negócios Rosiane Demarchi Lyra, moradora de Coqueiral.
Boa aluna, Selena havia acabado de receber um certificado pelo bom desempenho na escola. Entre os moradores, a menina era conhecida pela simpatia.
"Uma gracinha de menina, meiga, com tudo pela frente, tadinha. Está sendo muito triste para todo mundo. Coqueiral está em luto", declarou a aposentada Dalva Lyra, moradora de Coqueiral.
Com um abraço coletivo, familiares e amigos de Selena tentavam buscar forças, um nos outros, e um pouco de paz e conforto, depois de um episódio que não será esquecido por eles e que impactou a sociedade.
"Já chega de tanto ódio gratuito. Minha filha não fez nada. E quantas outras mães estão na mesma situação que eu? Quantas outras vítimas em escolas a gente vai ter? A gente precisa de amor agora, e de paz", clamou a mãe de Selena.
Além de Selena Zagrillo, morreram nos ataques as professoras Maria da Penha Pereira de Melo Banhos de 48 anos, conhecida como Peinha, e Cybelle Passos Bezerra, de 45 anos.
Além dos quatro mortos, outras 12 pessoas ficaram feridas no atentado. Até a tarde deste sábado, cinco pessoas estavam internadas em hospitais estaduais, quatro das vítimas em estado grave (incluindo duas crianças).

Atirador usou armas do pai

O ataque a duas escolas na sexta-feira (25) deixou quatro mortos e outros 12 feridos em Aracruz. A investigação apontou que o ataque foi planejado por dois anos e que o criminoso usou duas armas do pai, um policial militar. O assassino tem 16 anos e estudou até junho no colégio estadual atacado, segundo o governador do estado, Renato Casagrande (PSB).
Os disparos aconteceram por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma via, em Praia de Coqueiral, a 22 km do centro do município. Aracruz, onde o ataque aconteceu, fica a 85 km ao norte da capital.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o assassino invadiu a escola estadual com uma pistola e fez vários disparos assim que entrou no estabelecimento de ensino. Depois, foi até a sala dos professores e fez novos disparos. Na unidade, duas professoras foram mortas.
Na sequência, o atirador deixou o local em um carro e seguiu para a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, que fica na região. Na unidade, uma aluna foi morta. Após o segundo ataque, o assassino fugiu em um carro. Ele foi apreendido ainda na tarde de sexta.
Com informações de Álvaro Guaresqui e João Brito, do g1.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Editais e Avisos - 25/10/2026
Imagem de destaque
Quase mil pessoas são presas após confrontos em mais um dia de protestos em massa na França
Imagem de destaque
Pesquisa mostra vantagem de Pazolini, mesmo com esforço de Ricardo, diz diretor da Quaest

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.