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Justiça

MP denuncia segurança por morte de capixaba em supermercado no Rio

Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga morreu após levar uma "gravata" de um segurança de um supermercado da Rede Extra

Publicado em 28 de Junho de 2019 às 00:46

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

28 jun 2019 às 00:46
Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga foi morto no Rio Crédito: Reprodução | Redes Sociais
Os dois seguranças que participaram da morte do capixaba Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, de 19 anos, em fevereiro deste ano, em um supermercado no Rio de Janeiro, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio.
O caso gerou comoção popular pois um vídeo gravado com celular mostrou o vigia Davi Ricardo Moreira Amâncio, 32, imobilizando o jovem quando ele já estava desacordado. Pessoas ao redor pedem que ele pare, mas o vigia as ignora e permanece deitado sobre Pedro Henrique por no mínimo um minuto. 
O promotor Fabio Vieira dos Santos entendeu que Amâncio estrangulou a vítima "de forma livre e consciente, assumindo o risco de matar", e que seu colega Edmilson Felix Pereira, 27, observou sua conduta sem nada fazer. Como vigilante contratado pelo mercado, ele deveria ter atuado para evitar o crime e não se omitido, disse o promotor. 
VÍDEO
As lesões provocadas pela "gravata" que Amâncio aplicou no jovem levaram-no à morte, de acordo com laudo do exame de necropsia. 
O assassinato aconteceu por volta das 12h30 do dia 14 de fevereiro. Pedro Henrique chegou a ser levado ao hospital, já em parada cardiorrespiratória, e passou por reanimação, mas teve outras duas paradas e morreu às 15h10.
Na versão do advogado de Amâncio, a vítima havia simulado um primeiro desmaio e uma convulsão. O segurança foi então socorrê-la quando, segundo seu defensor, Pedro Henrique pegou a arma que estava em sua perna, ameaçando clientes. O vigia teria pensado, ao vê-lo desacordado, que ele estava fingindo um novo desmaio. Decidiu contê-lo até a polícia chegar.
Amâncio, inicialmente indiciado por homicídio culposo - quando não há intenção de matar -, agora responde por homicídio doloso - com intenção de matar.
Dinalva dos Santos de Oliveira, a mãe de Pedro Henrique, estava ao lado quando o filho, que era dependente químico, quando ele foi morto.
Dias após o assassinato, Marcello Ramalho, advogado da família do jovem, disse a jornalistas que Dinalva "viu o filho dela em momento de surto [psicótico]". Pedro Henrique teria então corrido, e o vigia Amâncio disparado atrás dele e aplicado o golpe que o fez tombar no chão. Ele nunca mais se levantou.

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