Elza Maria Hell, de 58 anos, morreu, na noite de sexta-feira (16), 23 dias depois de ter sido baleada pelo genro, Carlos Roberto Lickteneld, de 36 anos, em Itaguaçu, no Noroeste do Espírito Santo. A vítima estava internada em um hospital de Colatina, na mesma região.
O crime aconteceu no bairro Beira Rio, na noite de 23 de setembro, quando Carlos Roberto também matou a esposa e filha de Elza, Fabrícia Hell Lickteneld, de 33 anos, com um tiro na cabeça. A sogra foi baleada pelo genro quando chegou ao local para buscar o neto, de 5 anos, para comemorar o próprio aniversário.
De acordo com a Polícia Militar, antes dos disparos, Carlos Roberto enviou uma mensagem para a filha, de 15 anos, informando que havia matado a esposa. Depois, ligou para um primo, que foi até a residência. O familiar contou aos policiais que encontrou o suspeito tentando se ferir com um canivete. Logo depois, ele teria atirado contra a própria cabeça.
Carlos foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Sílvio Avidos, em Colatina, sob escolta policial. O suspeito chegou a ser autuado em flagrante por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado e seria encaminhado ao sistema prisional após receber alta médica, mas morreu cinco dias após o crime.
Fabrícia e Carlos estavam juntos há mais de dez anos, mas tinham se separado cerca de um mês antes do crime. Desde então, ela morava com a mãe. O casal tinha dois filhos, uma adolescente de 15 anos e um menino de 5 anos.
Segundo a Polícia Científica, o corpo de Elza Maria foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Colatina. De acordo com familiares, o sepultamento será realizado na comunidade de Palmeira, onde também ocorreu o enterro da filha dela. Ainda não há informações sobre o horário do velório.