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Norte do ES

Justiça mantém preso suspeito de furtar R$ 1 milhão em gado em Montanha

Segundo a decisão, investigado teria se aproveitado da relação de confiança com a vítima para vender parte do rebanho e poderia interferir nas investigações ou fugir do país

Publicado em 04 de Agosto de 2026 às 10:52

Adrielle Mariana

Publicado em 

04 ago 2026 às 10:52
Suspeito, de 43 anos, foi localizado no bairro Pelourinho
Segundo a Polícia Civil, o suspeito cuidava do gado da vítima e passou a negociá-lo como se fosse o proprietário. A suspeita é de que os furtos tenham começado no início deste ano PCES
A Justiça do Espírito Santo manteve a prisão preventiva de Pedro Rhamon Rodrigues da Silva, de 43 anos, investigado por furtar cerca de R$ 1 milhão em gado em Montanha, no Norte do Estado. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na última sexta-feira (31).

Na decisão, o juiz Diego Duarte Beroldi afirma haver indícios de que o investigado aproveitou da relação de confiança com a vítima para retirar parte do rebanho da propriedade e negociá-la como se fosse dele.

O magistrado também considerou que a liberdade do investigado poderia prejudicar as investigações. Segundo o documento, há relato de que Pedro teria tentado influenciar o depoimento de uma testemunha, além de informação da polícia sobre o risco de fuga para o exterior.

A investigação da Polícia Civil começou após o dono da fazenda perceber o desaparecimento do rebanho e registrar a ocorrência. Pedro foi preso no bairro Pelourinho.


De acordo com a corporação, os animais foram vendidos de forma fracionada, em lotes de 25 a 30 cabeças de gado. Durante as investigações, os policiais identificaram o comprador de parte do rebanho e localizaram animais ainda com a marca da vítima, o que ajudou a confirmar a origem do gado e identificar o suspeito.


Na casa de Pedro, foram apreendidos documentos, celulares, um computador, cartões bancários e outros materiais que serão analisados pela investigação.


Em nota, o advogado Arthur Borges Sampaio, responsável pela defesa de Pedro, informou que discorda da decisão. Segundo ele, não há elementos que justifiquem a prisão preventiva, pois o investigado não representa risco de fuga nem tentou influenciar testemunhas. A defesa informou que pedirá a revogação da prisão ao longo do processo.

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