Foi suspenso por volta das 19h desta segunda-feira (24), o julgamento dos acusados de matarem o sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, morto em 2010. Os trabalhos serão retomados às 9h desta terça-feira (25), quando os promotores do Ministério Público e os advogados de defesa farão as alegações finais. Ao todo, sete pessoas integram o júri, sendo quatro homens e três mulheres. O juiz André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, é quem está à frente da sessão.
Durante todo o dia, os jurados ouviram seis testemunhas e também os cinco acusados de cometerem o crime. Segundo advogados ligados ao processo, os réus preferiram ficar em silêncio.
Ao Gazeta Online, a viúva do sindicalista, Edma da Silva Barcellos, resumiu o primeiro dia de julgamento: “cansativo, doloroso, o primeiro momento foram as cinco testemunhas que tiveram, você vê a promotoria do Ministério Público muito bem representado, e até aqui nós vemos que o trabalho está sendo feito e a justiça está sendo buscada", comentou.
Segundo Edma, com o final do julgamento o que a família espera é fechar um ciclo e finalmente fazer justiça. “A gente espera que a justiça seja feita, porque eles não mais falarão. Os promotores estão muito bem preparados, porque eles têm um processo minucioso em suas mãos. Agora é só a gente esperar que daqui a pouco isso se fecha e a gente amarra essas páginas tão cruéis e tão dolorosa para gente”, ressaltou.
RELEMBRE O CASO
Edson foi morto com um tiro na cabeça após ser sequestrado na porta de casa, em 6 de julho de 2010. Seu corpo foi encontrado um dia depois, próximo a uma plantação de eucalipto, e estava com as mãos e os pés amarrados, além de uma fita adesiva na boca. Jorge Donati, prefeito de Conceição da Barra na ocasião, foi apontado como mandante do crime. Ele chegou a ser preso em 2012, mas depois foi solto. Em 2016, Donati morreu de causas naturais.
A vítima atuava como secretário do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Conceição da Barra (Sindisbarra) e era presidente do DEM do município. A Polícia Civil apontou que o crime foi político, pois Edson fazia denúncias contra o então prefeito.