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Penitenciária de Segurança Máxima

'Houve falha', admite subsecretário da Sejus sobre fuga em Viana

O detento Márcio Vieira, condenado a 180 anos de prisão, conseguiu escapar pulando o muro da Penitenciária de Segurança Máxima 2

Publicado em 16 de Outubro de 2020 às 21:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 out 2020 às 21:01
Subsecretário Alessandro Souza, da Sejus
Subsecretário Alessandro Souza Crédito: TV Gazeta
O subsecretário de Justiça do Espírito Santo admitiu nesta sexta-feira (16), em entrevista à TV Gazeta, que "houve falha de procedimento" ao comentar sobre a fuga do detento Márcio Vieira, que conseguiu escapar do Complexo Prisional pulando o muro da Penitenciária de Segurança Máxima 2, em Viana.
De acordo com o subsecretário, esta é uma afirmação preliminar e ainda é preciso entender o que aconteceu. "Isso daí vamos entender realmente no dia a dia, ouvindo todos que estavam lá, que participaram das buscas, para assim chegar na verdade. Muito provavelmente vamos alterar nosso padrão operacional naquela unidade para aumentar o nível de segurança", disse.
Márcio Vieira conseguiu fugir do Presídio de Viana
Márcio Vieira conseguiu fugir do Presídio de Viana Crédito: Reprodução
Segundo informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), esta foi a única fuga de detento registrada este ano na Penitenciária de Segurança Máxima 2 de Viana, porém, em todo o sistema penitenciário, 16 presos fugiram em 2020. No ano passado, 26 presos escaparam.

A FUGA

De acordo com informações da Sejus repassadas na data da fuga, 12 de outubro, o detento realizava trabalho na área interna da unidade e conseguiu fugir pulando o muro, voltado para uma área de mata. Buscas foram realizadas por inspetores penitenciários, que contaram com o apoio do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) e da Polícia Militar. Até a tarde desta sexta-feira (16), Márcio não havia sido localizado e recapturado.

FICHA EXTENSA

Márcio Vieira, de 41 anos, tem uma longa ficha criminal e condenações. Natural de Colatina, ele acumula três assassinatos, uma tentativa de homicídio, outra de latrocínio, além de uma série de roubos a comércios da Região Norte do Espírito Santo. Somadas, as condenações dele chegam a 180 anos de prisão.
Só em um dos processos que responde na Justiça, o detento recebeu uma pena de 84 anos. Márcio, segundo a sentença, foi um dos responsáveis pelo assassinato de três pessoas – duas em Linhares e a outra em Aimorés, em Minas Gerais – e por tentar matar outra pessoa, também em Linhares. O caso aconteceu em junho de 2011 e Márcio Vieira foi condenado em 2015 pelo Júri Popular.
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